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Você tem uma história pra contar? Então desembucha!

24 July, 2008 por Ester Beatriz | Se gostou do post, envie para alguém!

Construímos a nossa história de vida. Algumas vezes podemos criar nosso próprio roteiro traçando objetivos e correndo atrás com a cara e a coragem para concretizá-los. Outras vezes alguém em algum lugar escreve um roteiro pra gente. Esse não dá pra mudar. O jeito é encarar o ato e se preparar a cada cena.

Tenho muitas histórias pra contar sobre mim. Boas conquistas. Tempos difíceis. Momentos que eu gostaria de reviver e outros, esquecer pra sempre. Quem não tem, não é mesmo? E é curioso como certos acontecimentos na vida da gente podem ser responsáveis por transformar a trajetória de todo o resto….

Assim que me formei, dois meses depois tive meu primeiro filho. Foi minha primeira bênção. Mas eu tinha que trabalhar, afinal eu tinha um diploma e precisava ajudar no orçamento uma vez que meu marido ainda cursava a faculdade. Lá ia eu com um bebê no colo, sacola cheia de fraldas, papinhas e mamadeiras, pegar o transporte coletivo até o centro de Uberlândia, rumo ao escritório de advocacia onde trabalhava. Levava meu filho comigo até sair a vaga na creche. Vantagens de trabalhar junto com um irmão…
Aos seis meses finalmente ele estava na creche. Durante os três meses seguintes foram dezenas de gripes e resfriados, uma pneumonia e essa troca e acúmulo de vírus e bactérias o vitimou de uma meningite pneumocócica. Quase perdi meu filho aos nove meses. Um mês de internação sendo uma semana de UTI, coma induzido e 25% de chance de sobrevida com as mais terríveis seqüelas. Mas ele saiu dessa e para o espanto de todos, sem danos. Jurei pra mim mesma que viveria só pra cuidar dele. Isso me afastou da advocacia mas valeu cada minuto dos últimos 12 anos. Como eu disse aqui, a família está em primeiro lugar.

Sempre relutei em falar sobre isso aqui, mas acho que dividir momentos seja bons ou ruins, pode fazer com que aquele que está lendo do outro lado possa sentir que não está só. Muitos em algum lugar estão vivendo algo difícil e saber que não são os únicos, pode trazer conforto ou alguma lição.

Você também pode contar a sua história!
Olha só. Fui convidada pra conhecer o projeto Histórias do Brasil onde você pode pôr isso em prática. Na lateral esquerda do site, você acessa os depoimentos deixados por pessoas do Brasil inteiro podendo também deixar seu próprio depoimento. Qualquer coisa que você ache interessante dividir, seja no âmbito pessoal, profissional, filantrópico, cultural… enfim, desembuche!

Trocar experiências de vida pode de alguma forma fazer com que nos tornemos pessoas melhores. ;)

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11 Comentários

  • Glaucia says:
    Noooossssaaaa que linda sua estória =)

    Responder

  • Eliete says:
    Você fez a melhor das escolhas e formou uma excelente família.Tá nova ainda e advogada sempre tem um espaço no mercado, é só querer retornar.
    Linda história.
    Nem me habilito a contar alguma, mas gosto de lê-las.

    Responder

  • Ester, falei do projeto hoje também e com a história do meu caçula eu percebi como as histórias de superação – como a sua, linda, contada aqui – são as que nos dão forças para viver. Precisam efetivamente ser contadas.
    Gostei do blog, me identifiquei muito. ;)

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  • joselito says:
    Ter um blog e escrever constantemente já é contar várias histórias.

    Responder

  • Hanny Meire says:
    Bom, eu adorei a idéia do site e também gostei muito de ler a sua história, pois nos enche de coragem e otimismo para nossa vida !

    Acho maravilhoso contar as nossas histórias de luta e superação, para que outras pessoas possam nos ver como espelhos e perceberem que não são os únicos que sofrem, e que podem ( e vão) superar os obstáculos da vida.

    Por que podemos até tropeçar, mas cair, jamais !

    BJS!

    Responder

  • Obrigada pessoal!

    Realmente foi uma fase super difícil em minha vida que até hoje quando falo sobre, meus olhos marejam.
    Hoje ele está lindo, saudável, me passando na altura e só me dá alegrias. ;)

    Responder

  • Eita, esse tá grande hein? hehehe
    Sua história é linda e isso é unânime pelos comentários. O que mais impressiona é que mesmo fazendo algo que para alguns pode parecer tão comum (ficar em casa e criar os seus filhotes) você transforma isso em algo tão nobre, engrandecedor e de certa forma até inovador. Acompanho seus textos e vejo que seus valores passam por eles, mesmo que um pouco e não tem como não admiriar isso. De artigo em artigo sinto que vou construindo um pouquinho do processo de conhecer a Ester.
    Essa história foi um grande passo na verdade… seu de se abrir e nosso para te conhecer melhor. Parabéns pela superação e a coragem de compartilhar ela com a gente.
    :palmas:

    Fernando, fico contente por conseguir passar algo de mim para os textos, afinal tento ao máximo ser o mais transparente possível em respeito aos que lêem este blog. Obrigada sempre por suas palavras. ;)

    Responder

  • Krika says:
    Nossa Ester que barra que tu passou hein!
    Olha estou contigo e não abro, também coloquei minha família em primeiro lugar e não me arrependo .Todos nós temos nossas histórias, horas alegres e outras tristes, o mais importante acho que é o que aprendemos de tudo isso e a força que ganhamos para vencer a situação.
    Ótima proposta do site, to indo lá conhecer.
    Beijo

    Pois é amiga. Foi uma provação e tanto que eu e nossa família passamos. A recuperação dele foi praticamente um milagre. Os médicos não davam muitas esperanças. Foi muito sofrimento mas que conseguimos superar.
    Hoje, quando vejo ele aí com a voz grossa e quase deixando de ser criança, sendo um filho que toda mãe gostaria de ter e que só me orgulha, me sinto recompensada e agradecida… :)

    Responder

  • Gustavo says:
    Parabéns, tenho muitas histórias, e algumas delas, eu gastaria uma pag, inteira do blog contando.
    Adorei sua história Ester, pois assim, podemos ficar concientes de que todos passam por péssimos momentos na vida.
    Muitos deles são ótimos, dos quais vamos nos lembrar para o resto de nossas vidas.
    E outros, simplismente devemos tentar esquecer, é claro que a cicatriz, a marca sempre vai estar lá, mais como dizem : “Quem erra deve ser perdoado, quem persistir no mesmo erro, não”

    Abraços,
    Gustavo.

    :cool:

    Responder

  • crislaine says:
    eu crislaine amei a sua historia e eu faria a mesma coisa

    Responder

Trackbacks / Pingbacks

  • [...] Um desses momentos que mais me marcou, aconteceu em 1995. Estava eu cursando o último ano da minha faculdade de Direito. Apesar de não saber ao certo o que queria da vida, meus planos incluíam tudo menos casar e ter filhos tão cedo. No auge dos meus 23 eu queria curtir meus amigos, meu namorado (hoje meu marido) as festinhas da faculdade, as baladas… Morava apenas com meu irmão e minha preocupação era qual roupa vestir, quanto estou pesando e como me sairia nas provas da faculdade. Meus objetivos de vida não passavam de dúvidas: se seguia a advocacia ou se batalhava a promotoria, interesse que eu nutria despretenciosamente após um estágio no Fórum. Bem ou mal, a intenção de ter uma carreira profissional era intrínseca. Acontece que as coisas tomam um rumo que não se explica. Uma notícia logo no início daquele ano faria cair por terra todas as minhas pretensões e inclusive minha rotina fanfarrenta (nem tanto vai…), mudando minha vida completamente. Fiquei grávida!!! Poutz, e agora… pensei. Como isso foi me acontecer? Well… se hoje eu pudesse viajar no tempo e topar de cara comigo mesma, diria pra mim: vai mais comer brigadeiro com os dedos e se lambuzar até o alter ego como se não tivesse comido nada por um ano!!! Não podia ao menos ter usado a colher??? Eu não sabia se chorava mais pelo meu descuido ou pelo medo de contar aos meus pais. Contei. Não brigaram, me apoiaram e nem me perguntaram como isso foi acontecer… Pronto. Minha vida estava mesmo de cabeça pra baixo. Colei grau com 7 meses de gestação e fui praticamente rolando pegar o canudo. Meu marido ainda estava na metade do curso de medicina e contava com uma mesada limitada da família. Foi aí que depois que tive meu filho, Matheus meu primogênito, tive que arregassar as mangas num trampo pra ajudar no arçamento. Mais tarde eu enfrentaria outra barra que já é outra história e que até já contei aqui. [...]

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