Tudo o que o ensino público MENOS precisa é aula de religião!

14.02.11 - 10:34 PM Ester Castro






Projeto do deputado Pastor Marco Feliciano é para tornar obrigatório o ensino religioso em escolas públicas

O tema acima foi brilhantemente discorrido pelo Cardoso, o blogueiro mais House feelings da internet, texto cujo qual recomendo a leitura, mas quem me conhece e “me lê” há um bom tempo, sabe que se botou religião onde não é chamada, eu não poderia deixar de pitacar a respeito.

A despeito da minha crença ou falta dela e em respeito aos mais diversos credos, aliás justamente por essa diversidade, forçar a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas públicas, é no mínimo um retrocesso sem precedentes.

O nobre Deputado Federal, Pastor Marco Feliciano, protocolou no último dia 09 de fevereiro o Projeto de Lei n. 309/2011 que visa alterar o Art. 33 da Lei n.º 9.394/96 que tornaria a aula de religião, então facultativa, grade obrigatória no ensino público, como segue:

Art. 33: O ensino religioso, parte integrante da formação básica do cidadão, de matrícula facultativa pelo aluno, é disciplina obrigatória nos currículos escolares do ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.

Vejam vocês que o deputado, na pressa de exercer o seu intento de “boa fé”, esqueceu de alterar também o último trecho que veta qualquer forma de proselitismo. Tornar a religião obrigatória não estaria ferindo a disposição final deste artigo? Pois pra mim, obrigatoriedade de religião X proselitismo não passam de mera redundância e me soa mais como um intuito velado de converter futuras massas a um dogma específico.

Mas se for para ensinar virtudes, ética ou normas de conduta, por que não criar uma matéria pertinente? Ou quem sabe trazer de volta à grade, a velha “Educação Moral e Cívica” (nossa, agora cavei fundo no baú…), que abordava entre outros assuntos, a consciência, o caráter, virtudes, vida social, direitos, deveres, estes que talvez sejam o maior déficit da sociedade atual.


Imagem: reprodução

O ensino público precisa de bons professores bem pagos, de inglês obrigatório também no Ensino Fundamental I e não só a partir do Fundamental II, de bibliotecas bem supridas, de laboratórios de informática e de estruturas físicas dignas.
O que precisa mudar e melhorar ainda mais é a qualidade do ensino, para que o filho da diarista encontre de graça, o que o filho do dotô paga o olho da cara pra ter.

Religião? Deixe-a para quem quer seguí-la por vontade própria e não por imposição.
Eu defendo sim o laicismo porque o Brasil enquanto laico, nos permite fazer nossas próprias escolhas como é de direito no pleno exercício da liberdade democrática.

#prontofalei.



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  1. Aurelio de Paulo Duarte
    24, junho, 2011 em 06:50 | #1

    Acho que como qualquer outra matéria do ensino fundamental e médio é bom para o intelectu, pois de outra forma como posso eu escolher, entre tantas que tem. catolico,protestante,espirita,umbamda,quimbanda,xango,exoterismo e etc……………..
    lembrando sempre que a primeira comentada e a mais inposta no Brasil.
    FOI A QUE MAIS MATOU E ENRIQUECEU NOS ULTIMOS SECULOS, perseguindo os pobres
    cobrando indugências pela dita reliquias religiosas e muito mais estudamos isto em qualquer livro de historia.
    E não seria melhor se tivessemes uma aula especifica de RELIGIÃO COMPREEDERMOS O QUE É DE FATO. religião é religar o homem de novo a Deus. eu quero! você não?……..
    Acho pertinente, Obrigado.

  2. taelesym
    16, março, 2011 em 13:20 | #2

    Vejo o meu caso imagino eu numa aula obrigatória de religião na primeira aula eu caio na porrada com o professor pq eu vou rir de tudo que ele falar na sala. Priemrio que eu vou querer que ele me prove tudo que ele ta falando, ele vai dizer que ta escrito na biblia eu vou me rasgar de tanto rir huahuahuahuahu. Agora sério no Brasil o ensino não tem mais jeito Os professores são obrigados a passar qualquer aluno em qualquer série desde que ele saiba assinar o nome na prova e que tenha mais de 30% de aulas assistidas. Outro ponto forte e assassinos, traficantes, estrupadores , assaltantes todos eles na saula de aula pq lugar de criança é dentro de sala.No meu ponto de vista assassinos, traficantes, estrupadores , assaltantes tem que ser é morto não importa se tem 5 ou 500 anos enquanto as leis do tal do ECA existerem o ensino no é somente uma estatica para ingleses verem literalmente.

  3. 17, fevereiro, 2011 em 11:57 | #3

    Só faltou alguém vir e dizer que é "culpa da dilma". hahaha

    Mas falando sério, minha filhota de 12 anos estuda em escola estadual e tem aula de ensino religioso. Como é uma materia optativa fica como uma "aula extra de ed. fisica", só quando chove é que todos ficam na aula.

    Claro que o pastor está pensando no lucro (ops.. no "bem") que terá das futuras ovelhas e também nos seus bolsos (ops.. era pra ser coração).

    • 17, fevereiro, 2011 em 17:31 | #4

      hahahahahahahaha sabia que tu não ia ficar sem comentar isso! :=)

  4. Gugui
    15, fevereiro, 2011 em 08:19 | #5

    Concordo com você, eu por sorte não presisei estudar estudo religioso, e caso isso pegar, não vou estar lá pra ver, mas pensando no futuro (ou no presente, tenho irmãos que estudam no ensino fundamental e médio ainda), onde provavelmente terei filhos, não gostaria de que ele fosse levado a seguir uma religião forçado pela escola assim como eu fui pelos meus pais. Geralmente os estudos religiosos (que pude ver pelas aulas de meu irmão mais novo) são no geral católicas, sendo que ele tem colegas de outras religiões que teem de assistir as aulas mesmo não seguindo a religião, pensei então, se essa lei pega? Terá de haver aulas de religião para cada uma delas? E para quem é ateu? Ficaria sem fazer nada. Este tempo "desperdiçado" de ensino poderia ser muito mais aproveitado ensinando matérias de que eles relamente precisem. Muito bom o post ;)

    • 15, fevereiro, 2011 em 08:59 | #6

      Gugui, tenho por mim que esse projeto não vá adiante até porque fere a Constituição Federal em seu art. 210, § 1º. Nosso país é laico e assim deve permanecer pelo bem da nação, inclusive.

  5. Mah ;)
    14, fevereiro, 2011 em 21:42 | #7

    Sabe o que eles deviam fazer? É promover a obrigatoriedade de aulas sobre política, a função dos váriados setores do governo e a noção de direitos e deveres. O ensino público é assim marginalizado porque seria uma espécie de suicídio educar o povo, ensina-los a ver que tem alguma coisa MUITO errada acontecendo. Aí, pra dizer que fazem alguma coisa, eles inserem esse tipo de aula absurda na grade.

    • 15, fevereiro, 2011 em 08:54 | #8

      Taí Mah, há quem diga que o pior analfabeto é o analfabeto político e apesar de ser um tema chato pra burro (minha opinião) é infinitamente vital para preparar futuros eleitores. Mas fazer o povo entender de política, com certeza não é nada interessante para nossos governantes…

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