Quando eu vi através do widget do BlogBlogs que o J. Noronha tinha passado por aqui e logo depois soube que havia saído a lista dos Top 50 Piores Blogs do Brasil, eu gelei.
Fui conferir. Não me colocou na lista. Mas aí pensei… das duas uma: ou o meu blog é mais ruim que uma desgraça pelada que nem vale ser citado ou tá guardado para a próxima lista. Well…que seja…
Mas uma coisa me intriga. Aliás, várias coisas me intrigam.
Eu concordo que ali foram listados blogs realmente péssimos com força, mas por outro lado estão inclusos blogs que deveriam estar soberanos entre os top melhores do Brasil. Claro que a lista assina a tag “humor”, o que põe em xeque o caráter dessa seleção que segundo o J. Noronha, foi feita em sua maioria por indicação de leitores.
Levando-se em conta a quantidade de grandes e bons blogs presentes na lista, alguns sem a menor explicação por estarem lá e outros com a transcrição da opinião de um ciclano qualquer que nem sequer foi identificado, fez parecer que isso não passa de uma grande brincadeira, inclusive com o aval dos listados. Enfim, é a impressão que se teve a princípio.
Mas supondo que essa impressão esteja equivocada, há então algumas considerações a serem feitas.
Incluir blogs (os melhores no assunto, diga-se de passagem) só porque a temática é o universo feminino não me pareceu coerente e nem tampouco justificável.
Aceitar como piores, blogs cujo conteúdo é resultado da queima de muita massa cinzenta, mostrando que existem blogueiros que conseguem produzir e versar opiniões, foi de uma infelicidade tremenda. Blogs com os quais aprendemos, que realmente nos acrescentam e não se limitam como a grande maioria, ao repeteco de conteúdo, à falta de originalidade, à pirataria deslavada, às clonagens, à tentativa de fazer um humor manjado (que quer queiram ou não, é da alçada do Kibe), enfim…, deveriam ter sido preservados.
Houve blogueiras que foram criticadas por falar palavrão, mesmo que seus textos que saíram de suas mentes e não do blog vizinho, sejam excepcionais. É lamentável que existam leitores (fico imaginando o naipe destas personas) que prefiram blogs literalmente de merda, cujo esforço para lê-lo se resume a um simples clique num play, ou numa interpretação tosca da imagem de uma gostosa, do que aceitar que uma mulher possa escrever palavras cabeludas enquanto redige crônicas que na verdade mereciam virar livro.
Outra questão é indicar um blog só porque ele faz jabá. Tudo bem que artigos patrocinados subseqüentes e freqüentes irritam aquele leitor fiel que virou assinante de um blog porque a opinião de seu autor lhe acrescentava muito. Mas a solução não é atacá-lo e nem transformá-lo em pior dos piores mas sim, em nome do que esse blog já representou, clamar diretamente à ele pela volta ou maior frequência do bom e velho conteúdo.
E se querem minha opinião, a crítica parte mais do leitor blogueiro que nunca fez um jabá na vida e no fundo sonha sentir o gosto de receber por um post patrocinado, do que pelo leitor não blogueiro propriamente dito.
A maioria começa um blog sem grandes pretensões. Mas aí começa despejar sua personalidade nesse blog e ele começa a crescer e ficar interessante perante os anunciantes, e por sua vez a rendição ao dinheiro teoricamente fácil fica inevitável. Punir um blog por conseguir levantar uma groja com ele, soa a dor de cotovelo com certeza.
Bom, é isso. Cada um tem uma opinião e é claro respeito as escolhas colocadas por J. Noronha, muito embora eu não concorde com parte dela.
Conceitos sobre definição de blog perfeito são vários e obviamente todos nós temos falhas que podem ser sanadas com o tempo. Mas trocar valores evidentes como chamar de ruim o que é bom, em função de uma minoria leitora de gosto duvidoso, sem dúvida é lamentável e no mínimo questionável.
Não citei os blogs que defendo pra não parecer média, mas quem é do meio saberá quem são.