PresidentE ou PresidentA? Tem primeira-dama? – E agora José?

01.11.10 - 10:46 AM Ester Castro






E o Brasil agora tem a primeira mulher na história do país comandando essa bodega.
Sendo mulher, eu deveria ter um ataque feminista e olhar para o primeiro homem na minha frente e bradar um “rá, é nóis!”, mas para ser sincera isso não faz a menor diferença pra mim. Seja lá quem for, independente de partido e sexo, aquele que presidir o país precisa fazer jus à condição e fazer um bom governo. É o mínimo.

Esse ano não votei e não teria votado na Dilma. Mas não vou torcer contra o seu governo por conta disso, afinal eu moro aqui. Apenas cabe ao povo cobrar o que é de direito e se a coisa não funcionar, que se repita o que aconteceu em 1992.

Imagem ilustrativaMas indo ao que interessa, com Dilma Rousseff eleita, como ela deverá ser chamada:

PresidentE ou PresidentA?

As duas formas estão corretas. O uso é livre e não incorre em erro ortográfico, somente uma questão de semântica. Portanto não se justifica o uso de aspas na palavra presidenta, a menos é claro, se for por puro sarcasmo. :=)

No Dicionário Aurélio: Presidenta – S.f. 1. Mulher que preside. 2. Mulher de um presidente.

No Dicionário Houaiss: Presidenta – Acepções ¦ substantivo feminino

1 mulher que se elege para a presidência de um país
Ex.: a p. da Nicarágua

2 mulher que exerce o cargo de presidente de uma instituição
Ex.: a p. da Academia de Letras

3 mulher que preside (algo)
Ex.: a p. da sessão do congresso

4 Estatística: pouco usado.
esposa do presidente

E já que a presidente ou presidenta do Brasil é mulher, tem primeira-dama?
Bom, se Dilma tiver um cônjuge, ele passará a ser denominado primeiro-cavalheiro. Embora pareça estranho, não temam, é o termo correto.

É isso. Agora vamos seguir com nossas vidas…

Fonte Direto da Redação e Wikipedia









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  1. Pio
    14, fevereiro, 2011 em 07:00 | #1

    É uma questão de uso.

    O uso constante de certos termos altera o idioma com o decorrer do tempo.

    O latim, idioma raiz do português, não aceita a flexão de gênero para vocábulos terminados em nte. São os casos dos substantivos comum-de-dois-gêneros ou comum-de-dois (ex.: estudante, ajudante, espirante, comerciante, paciente, etc.). É o português clássico; a norma culta, que tende a conservar a estrutura original da língua. Nestes casos, flexiona-se apenas o artigo que designa o substantivo. Por exemplo: O presidente e A presidente.

    Atualmente, os dicionários aceitam os dois termos (presidente e presidenta) porque refletem a mudança idiomática face à conjuntura cultural corrente. Contudo, as gramáticas se dividem na questão do uso dos vocábulos presidente e presidenta, pois muitas preferem manter o português clássico (o que não está errado, pois o idioma clássico sempre está correto).

    Todavia, a imposição de diversos fatores na história da sociedade impulsiona a mudança do idioma e, por conseguinte, suas respectivas regras gramaticais. Este fenômeno idiomático renova o idioma; é a evolução da língua. Isto é um processo bastante lento em virtude da resistência da norma culta, que procura manter a gramática clássica. São as forças centrífugas e centrípetas do idioma.

    Porém, assim deve ser, pois se assim não fosse não haveria normas ao idioma; não haveria gramática; não existiria certo ou errado na língua; cada um falaria ou escreveria como bem quisesse e ninguém poderia corrigir; não existiria a matéria português, e muito menos provas de português. O idioma seria uma desordem total.

  2. 1, novembro, 2010 em 19:27 | #2

    E pensar que tinha gente mais cedo criticando quem falava presidente…

    Saberebomdemais.com!!!!!!!!!

  3. 1, novembro, 2010 em 12:26 | #3

    Ester, uma mulher presidente do país, faz muita diferença sim. Principalmente para o gênero. Para confirmar isso, basta relembrar o que representaram em emancipação feminina tantas mulheres na história da humanidade.

    Na nosso própria história, de Anita Garibaldi a Dilma, passando por Chiquinha Gonzaga, Pagu, Leila Diniz, etc… podemos ver claros avanços da condição feminina em sociedade.

    Tomara que muitas outras mulheres se envolvam com a política, com a administração do bem comum, pois as acho mais justas e honestas.

    • 1, novembro, 2010 em 13:16 | #4

      Sérgio, acho que sob o ponto de vista político/administrativo, os cargos ocupados não possuem sexo. É claro que uma mulher, no geral, tem uma outra ótica de ver as coisas, mas o resultado que se espera de um bom governo ou administração, como eu disse, deve independer de sexo ou partido.

      Espero que você esteja certo e que isso vá realmente fazer alguma diferença, mas sinceramente pelo menos até o momento, eu não acredito nisso. ;)

  4. 1, novembro, 2010 em 11:02 | #5

    há! e eu falando que se a Dilma fosse casada, o marido seria o primeiro-cavalheiro e ficaram zuando .. u.u

  5. 1, novembro, 2010 em 07:57 | #6

    "Agora vamos seguir com nossas vidas"

    Falou tudo. Tenho mil motivos pra me desapontar com o povo brasileiro em geral e seu senso de ordem e progresso, mas o melhor que faço é cuidar de mim e daqueles a meu redor. Sendo o Governo vermelho ou azul.

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