O que é mais ofensivo e violento: games, filmes, desenhos animados ou a bíblia?
Esse lance daquele senador sem noção me deixou pensativa.
Fiquei imaginando o que ele viu nos games, se é que já passou perto de algum console, que não tenhamos visto em filmes, em desenhos animados ou até mesmo na bíblia?
Vamos por partes.
Os filmes passeiam entre o real e a fantasia sem limites. Violência, drogas, sexo, traição, vampirismo, magia negra e muito mais. É de sua prerrogativa explorar isso e é de nossa alçada desfrutar disso com o devido discernimento. Aliás, o que nos atrai é justamente essa possibilidade de brincar com o impossível e o inimaginável. Não é diferente com os livros e tampouco com os games.
A diferença é que com relação aos filmes há uma classificação etária e poderia inclusive ser aplicado aos games como bem sugeriu o Vitor nos comentários ao invés de proibí-los sumariamente.
Okay, e os desenhos animados?
Vejam os fofinhos e engraçadinhos Tom e Jerry e Pica-Pau por exemplo, que passam a rodo nas TVs abertas. Não existe um episódio em que um não destroça o outro e ainda ensina desvios de conduta como trapacear, mentir e tirar vantagem em tudo a qualquer preço.
Miolos explodindo, tortura e maldade são a máxima em um alguns clássicos cujo público alvo são crianças e que na prática partem da premissa de não só divertir mas também de ensinar.
A violência nos cartoons foi inclusive inspiração para uma exposição numa galeria de arte em Londres, há um tempo atrás.
Bom, e o que dizer da bíblia?
Bem, já é por si só uma ofensa ensinar que a raça humana surgira de Adão e Eva, mas é melhor não entrar nesse mérito né?
No entanto, já pararam pra pensar como o Livro Sagrado usado para catequizar e evangelizar possui as piores atrocidades possíveis como incesto, infanticídio, impiedade, genocídio e por aí vai?
Mas como se trata da bíblia, é lindo, sublime e aceitável matar o irmão, tomar uma irmã como esposa, dizimar cidades inteiras com fogo, destruir o mundo com água, matar recém-nascidos ou primogênitos de várias famílias. Pelo menos essas são as “lendas” contadas lá e se fossem virar enredo de um game, passaria a ser ofensivo e violento?
O fato é que o Deus do Velho Testamento era tão implacável que faria o Nemesis parecer uma moça e aí entram em cena os falsos moralistas sem conhecimento de causa achando que a humanidade está ameaçada por um brinquedo de gente grande.
Os games apenas exploram a mesma surrealidade da bíblia, de um filme ou mesmo de um desenho e é tido, segundo o nobre senador em questão, como o grande vilão capaz de ameaçar costumes, tradições, credos e o diabo a quatro. Meus queridos, quem endossa isso está exercendo o ápice da ignorância.
Resumo da ópera:
Se for pra caçar chifre em cabeça de cavalo então vamos ampliar o foco. O que eu quero dizer é que se formos olhar tudo sob a mesma ótica veremos que em tudo existem coisas e situações refutáveis. Ou seja, se colocarmos na balança tudo deveria ser proibido.
Já disse e repito. O que faz alguém se tornar violento, ter desvios sociais e de conduta não é estourar a cabeça de um traficante no morro do Rio em Modern Warfare 2, mas sim a falta de amor em família, de comida, de escola, de dignidade. Até porque sabe-se que o índice de criminalidade é bem maior entre os desfavorecidos e estes com certeza não possuem um videogame de última geração pra colocá-los no “mau caminho”.
Eu apenas não consigo aceitar que a hipocrisia se alie à burrice pra cercear um direito com medidas arbitrárias enquanto o que realmente precisa ser mudado continua na mesma. #prontofalei









Existe uma nítida diferença entre se ler uma notícia sobre um acontecimento violento e ser o autor desse acontecimento.
Num jogo VOCÊ é quem mata, mutila, rouba, atropela, estupra, consome drogas, se prostitui etc.
É obvio que quando você é o protagonista, o praticante desses atos, seu nível moral se degenera, se você acha divertido roubar num mundo virtual, porque não o acharia no real?
É muito diferente de se ler uma história e ficar chocado com ela.
Seu post é no mínimo hipócrita.
Responder
Fernando Quirino Respondeu:
December 10th, 2009 at 8:20 AM
Vai acreditando que o que degenera nosso nivel moral é protagonizar interpretações verbais violentas em uma tela de video game. Pessoas que seguem esse tipo de "retidão" é que geralmente se frustram, se irritam, se descontrolam e… inevitavelmente…
Dúvido que a Ester, como boa mãe que transparece, ensina para os filhos dela que o que rola nos jogos que jogam juntos é modelo de realidade. O que conta é o que fazem quando saem na rua, quando discutem um filme ou quando ela aparta as discussões entre os meninos ou ao comentar o desempenho na escola. São esses momentos definidores de "caráter" das crianças e não a pontuação no Street Fighter IV que, convenhamos, é uma contingência bem tênue frente ao exemplo presente de um pai ou uma mãe.
Estamos bem longe – tecnologiamente, pelo menos – de um zumbi com a cabeça estourada ser mais impressionante que um acidente de moto com mutilação (real).
Responder
Ester Beatriz Respondeu:
December 10th, 2009 at 8:20 AM
Jeorane pelo que eu entendi do seu comentário qualquer um que joga videogame pode transferir para o mundo real o que faz no jogo. Bom, então me segura senão vou pegar uma sniper, ir pra sacada do meu quarto e começar explodir cabeças!! Affff tenha dó!
Cara, não sei em que mundo vc vive mas só pra te refrescar a memória, desde os primórdios da civilizações já existiam crimes, barbáries, mentes perturbadas e fanáticos religiosos matando em nome de uma causa. Tinha videogame naquela época????
Se o cara que vê um filme ou joga um game violento fica aloprado e sai matando gente é porque já tinha precedentes pra isso, ou seja, já era perturbado mentalmente e não foi o game que o tornou assim.
Generalizar colocando games como responsáveis é sim no mínimo hipócrita.
Responder
Jeorane Respondeu:
December 10th, 2009 at 9:01 AM
Eu não disse que os games violentos são a causa da violência atual.
Os games violentos não são a causa, são uma CONSEQUÊNCIA da violência atual.
Divertir-se com qualquer tipo de violência é sim moralmente questionável, seja nos games, livros, filmes, touradas etc.
Na Roma antiga não tinha Videogames, mas olha o que acontecia:
"…As terríveis cenas na arena do anfiteatro, onde gladiadores lutavam até a exaustão contra outros gladiadores ou contra feras terríveis, trazidas dos fundões do mundo, …"
"…Prisioneiros de guerra e mártires do cristianismo eram amarrados em postes à espera de serem devorados por tigres, leões e leopardos; conservados antes, nos porões do anfiteatro, em colossais vivarium e em jaulas, num jejum permanente…"
Isso tudo era a diversão do povo romano que ia assistir esses espetáculos.
Você iria?
Veja, o povo romano não estava matando, eles apenas assitiam a matança para se divertir.
Não é muito diferente quando você joga um game violento e sente prazer em matar, roubar, atropelar, etc.
Sentir prazer nessas coisas, mesmo que seja num "mundo virtual" é sinal de distúrbio mental.
PS.
E qual foi o final da civilização romana?
Responder
Fernando Quirino Respondeu:
December 10th, 2009 at 9:12 AM
Comparar jogos indviduais (ou mesmo em atitudes cooperativas sociais) com a barbarie romana é no mínimo algo ingênuo. No caso é a simples diferença entre a matança real e a virtual. E duvido muito que toda a sociedade romana (que assistia aos gladiadores) era portanto assassina, sanguinária e bárbar por conta disso.
Já que cita textos históricos, saiba que em comparação com outras civilizações da época, a civilização romana era a mais avançada tenológica, cultural e socialmente. Era a menos "bárbara" se comparada com muitas outras (que não tinham "jogos de gladiadores") e sua decadência se deve a dois fatores: problemas sistemáticos governamentais e o surgimento do cristianismo eventualmente.
Então eu acho que o final da civilização romana foi mais por conta de "preceitos morais religiosos bíblicos" do que por conta dos jogos, que já haviam sido extintos muito antes da queda da civilização romana. ;]
E sinceramente, talvez se os jogos tivessem durado mais, o governo talvez teria sido mais longo, se analisarmos friamente. Mas isso é inferência pessoal minha, não tenho como saber.
Quando citar história, cite corretamente, por favor. =]
SubHeaven Respondeu:
December 10th, 2009 at 8:34 AM
bom dia Jeorane. Eu também li o post e não o achei hipócrita.
Se você é cristã (Mais de 90% dos brasileiros o são) então a hipócrita aqui é você.
Em primeiro lugar, raros jogos tem sua temática em violência gratuíta, como a outra palhaçada sobre Counter Strike. São simulações de guerra onde um jogador compete contra outro ou outros jogadores. Isso mostra claramente que você não entende nada do que está falando e está apenas querendo defender a bíblia. Justificável, mas ainda assim, incoerente. A título de informação o xadrez é uma simulação de guerra também.
Em segundo lugar um jogo onde um time compete contra outro não degenera nível moral de ninguém. Só aí já vemos que você não entende nada de psicologia e muito menos de comportamento humano. Pois se assim fosse, futebol deveria ser o primeiro a ser proibido não é mesmo?
Em terceiro lugar, jogos cuja temática sejá a violência gratúita como manhunter e carmagedon são ignorados por jogadores com nível de moral mais aguçado que como a autora do posto mesmo ressaltou, isso não vem dos jogos que a pessoa joga, mas sim do que ela aprende com a familia e com a comunidade onde ela vive. Coincidentemente, se religião fosse algo que realmente melhorasse em alguma coisa, quase não existiriam crimes não é verdade? Afinal de contas, proporcionalmente, mais de 90% dos criminosos são cristãos.
E por fim, o que é pior? Comandar um desenho da tela de um computador enquanto ele atira em outro desenho na tela ou cantar louvores a um ser que prega a matança de mulheres e crianças? Colocar uma bomba em um alojamento de soldados desenhados na tela do computador ou queimar vivo aqueles que não rezam para o deus sanguinário?
Podemos ver claramente a sua hipocrisia em defender uma crença de moral altamente questionável.
Até mais.
Responder
Jeorane Respondeu:
December 10th, 2009 at 9:05 AM
Eu não estava defendendo a Bíblia.
Só achei hipócrita a comparação, entre se ler uma história e SER o protagonista da história.
PS.
Eu sou O Jeorane.
Responder
SubHeaven Respondeu:
December 10th, 2009 at 11:52 AM
Entendo.
Mas você concorda comigo que se formos analisar sob o ponto de vista de grau de "contato", assim como interpretar um protagonista violento tem um nivel maior de contato quanto apenas ler sobre um personagem violento (Se bem que depende do grau de indentificação do leitor para com o personagem) também mandar realmente alguém para a fogueira para agradar um deus sanguinário é pior do que simplesmente dar um tiro virtual no avatar, também virtual, de outra pessoa.
Sob o ponto de vista dessa escala de contato o posto continua sendo lógico, visto que o que ele pretende mostrar é que, se formos banir tudo o que expoe a pessoa a situações violentas, a bíblia e o cristianismo (Na verdade qualquer religião baseada no fanatismo) teriam que encabeçar a lista e ser a primeira a ser banida.
Allana FFVII Respondeu:
July 22nd, 2011 at 1:48 PM
Ela defendeu o geral, cada um joga o jogo que lhe convém, eu por exemplo condeno jogos como GTA, não vejo nada que se aproveite nisso. Geralmente só "mato" zumbis, ou a tropa rival. Mas jogos de roubo, ou coisas do tipo eu não gosto mesmo, nunca joguei Bully, e já tive inúmeras oportunidades, não vejo graça nessas coisas. Meus jogos favoritos são os que prezam pela paz, infelizmente às vezes, não podemos resolver tudo com diplomacia, então a saída é a violência, é triste mas, alguns tem de lutar em defesa da justiça e dos mais fracos, vemos isso em games, é isso que eu absorvo, não faço isso através da violência, aprendo a lutar usando outros métodos. Claro que nem todos fazem o que eu faço, nem todos tem a minha conduta, aprendi muito com eles, os jogos "certos", mesmo que tenham violência. Aliás, entretenimento, vc vê de tudo, cada qual com seu público alvo, estamos falando da complexa mídia que está conosco todos os dias.
Responder
Ester, aqui tem uma explicação (em inglês) do rating: http://www.bestbuy.com/site/olspage.jsp?id=cat121…
#matoacobraemostroOpau
Responder
Ester Beatriz Respondeu:
December 10th, 2009 at 7:51 AM
Vitor, bem interessante esse link!! Não tinha prestado atenção nestes selos ainda.
Responder
Ih agora ferrou. Falou da bíblia. <span style="text-decoration: line-through;">lunáticos fervorosos em 3, 2, 1</span>
Ia falar que aqui nos EUA cada jogo tem seu rating, que é a classificação etária. Mas já foi falado acima. Só uma correção, COD é "mature" (17+).
Amanhã vou parar na GameStop (nome sugestivo hein) e perguntar ao vendedor se esse rating implica em alguma coisa, no sentido de um piá (badeco, guri, menino) menor de 17, seguindo o exemplo citado, poder ou não comprar o game.
Seria interessante se isso funcionasse como no cinema, assim como falei e fui até citado (que honra xP), porém resumirei o que eu penso realmente: utopia.
Primeiro que ninguém compra jogo original, por causa do preço que é algo em torno de, bem… ridículo. Como não compram original, vão pro camelô. Já imaginou camelô pedindo carteira de identidade? Não, né? Nem eu
Nunca me pediram ID pra jogo, vc pode pensar "po mas com essa cara, também!" É, caro leitor desse comentário, TODAS as vezes que eu entro em um bar ou compro cerveja em supermercado/posto/wherever pedem ID. Deveria ser a mesma coisa no Brasil. Deveria… assim como parar na placa de pare, lixo no lixo…
Isso é educação, isso é responsabilidade. Coisa que a gente, infelizmente, ainda não aprendeu no Brasil.
#beijomeliga
Responder
Allana FFVII Respondeu:
July 22nd, 2011 at 1:09 PM
Vitor, eu vou admitir algo que me envergonha: todos os jogos que eu tenho são piratas. Na minha cidade nem existe um lugar específico para comprar jogos, só camelôs, e eles vendem qualquer jogo para qualquer idade mesmo. Eu me envergonho porque, estou me utilizando de algo que admiro muito, mas não estou contribuindo com eles, tô contribuindo com a bandidagem. Meus pais nunca comprariam um jogo que tem um preço deveras salgado. Mas eu pretendo, quando tiver meu emprego, comprar originais, vou mudar de cidade (ainda mais porque na minha não tem o emprego que eu quero, game designer, e me esforço para isso).
Responder
Eu não acho bom a criança ficar exposta a violência exagerada e pornografias.
Não precisa de classificação etária, precisa de PAI e MÃE.
Responder
Ester Beatriz Respondeu:
December 9th, 2009 at 8:24 PM
Então Roger, esse é o ponto. Não vai ser um jogo o responsável por desvirtuar uma criança mas a falta de uma base familiar sólida e de uma vida digna.
Meus filhos jogam e sabem separar bem as coisas. Por exemplo, jamais tiveram um estilingue e mataram um passarinho sequer, coisa que é tida como normal em muitas infâncias por aí.
Eles tem pai e mãe.
Responder
Quer ver sobre crueldade na Bíblia?
Leiam o Levítico!
É um dos textos mais atrozes que um ser humano pode ter acesso na vida e qualquer um pode lê-lo, afinal, é a Bíblia, né?
Responder
Ester Beatriz Respondeu:
December 9th, 2009 at 7:52 PM
Phillipe, sabe que fiquei curiosa?
Responder
Phillipe Xadai Respondeu:
December 9th, 2009 at 8:39 PM
Leia…
e tem gente que vira pra me dizer que tudo que uma pessoa precisa saber na vida, pode ler na Bíblia.
Só imagino a formação e o caráter maravilhosos que um sujeito poderia ter assim.
No Levítico em especial, são descriminados todos os tipos de violência e todos os violentos castigos para cada um… Sobra pra todo mundo, pra qualquer tipo de pecado… Quase toda pena é morte e toda morte é sempre violenta.
Sacrifiquem os animais, por nada, apenas em nome do SENHOR!
Homosexuais? Certamente morrerão…
Zoófilo? Cometeu abominação, vai morrer, e matem esse bicho também!
Deficientes físicos? Não verão as portas do céu, nem mesmo entrar nos templos deveriam!
É uma beleza!
Às vezes acho que esse texto é banido das Bíblias publicadas por aí, porque se os fundamentalistas vissem como os padres-nossos e ave marias não significam nada na remissão de seus pecados (a todo pecado, no Levítico, recomenda-se o sacrifício de algum boi, carneiro… algum animal diante do altar da Igreja), as Igrejas seriam mares de sangue de boi ou bode… rs
Responder
André Respondeu:
December 10th, 2009 at 7:38 AM
Na minha opnião vocês estão mudando o foco com tópico, eu entendo que a Bíblia deve ser levada em consideração o Novo Testamento, Jesus Cristo veio e condenou tudo isso que vocês estão falando sobre atrocidades. O velho testamento deve ser encarado como um livro histórico.
Sobre Adão e Eva eu entendo que é uma metáfora e também não deve ser visto com parte científica, não concordo com a Estér sobre a "ensinar que a raça humana surgira de Adão e Eva" até porque na época em que foi escrito não teriam condições de Ensinar que houve a evolução das espécies..
Enfim…minha opinião. Mas de resto concordo com todo mundo! rsrs..
Abraços,
André
Ester Beatriz Respondeu:
December 10th, 2009 at 8:01 AM
Respondendo ao André,
Concordo que a opinião sobre a bíblia seja deveras pessoal. Se eu não acredito no que está lá (pelo menos em grande parte) não posso exigir que o outro faça o mesmo.
Porém como vc mesmo disse o foco aqui não é a religião ou a veracidade do livro sagrado, mas sim exemplificar e ponderar que o ruim e o violento está em tudo e em todos os lugares.
Obrigada por se expressar!
André Respondeu:
December 12th, 2009 at 5:51 PM
Olha colocar a bíblia como exemplo para uma lei é demais e a partir do momento que você coloca isso ou aquilo sem estuda do começo ao fim ,coloca você como uma pessoa sem autoridade para dizer algo sobre a bíblia.
Phillipe Xadai Respondeu:
December 13th, 2009 at 7:57 AM
André,
Não a estou, de maneira alguma, colocando-a como lei. O que estou colocando é que é um texto deveras violento que está contido na Bíblia.
Entre jogos filmes e qualquer obra pudessemos citar, a Bíblia, de longe tem um poder de convencimento MUITO maior. Prova disso é que há VÁRIAS organizações criadas em torno deste livro.
Em sendo uma obra tão poderosa e arrebatadora, eu a categorizaria mais inacessível, entretanto, ela está por aí, pra quem quiser. É muito fácil adotá-la como lei e há os chamados "fanáticos" que o fazem, no entanto, como qualquer lei, a Bíblia (talvez mais que qualque lei) é passível de interpretações e seleção.
Qualquer pessoa sensata certamente desprezaria um texto como o Levítico, por exemplo, contudo, outros podem tomá-lo e esse é o perigo de sua fácil disponibilidade.
Eu sei bem que a Bíblia não é só horror, há sim as passagens sobre paz, sobre respeito, honra, caráter, e respeito tudo isso, apenas estava ilustrando o que foi colocado no post.
Ester Beatriz Respondeu:
December 13th, 2009 at 12:30 PM
André eu fui luterana desde que nasci até a adolescência e como eu disse fui "obrigada" a estudar a bíblia, ou melhor, parte dela durante esse período. Eu ia mais à igreja do que hoje vou ao supermercado.
Se citei os exemplos que citei é porque além de serem notórios foram incansavelmente introduzidos na minha mente. Acho então que tenho conhecimento de causa para citá-los.
E mais uma vez repito, não estou desmerecendo e nem criticando o seu conteúdo, até porque concordando com o Phillipe, existem passagens realmente bonitas e aproveitáveis.
Apenas levantei a questão de que violência e afins estão presentes em todos os lugares e até mesmo na bíblia, não só nos games.
Se eu puder elaborar o que Trancerman falou, isso combina com uma discussão na facu (psico, pra quem não me conhece) a respeito da teoria de Jaques Lacan, onde acabamos saindo um pouco do rumo e discutindo como demonstrações onde adultos vêem a periculosidade de incitação de sexo, violência e afins, pode ser no final realmente uma vávula de investimento pulsional em que, em leigos termos, extravazamos nossas frustrações inerentes.
Como organismos, somos dotados de energia que temos que administrar da melhor forma possível e nossos instintos, sejam sexuais, de destruição ou etc. são canalizados da melhor forma possível e jogar um video game ou até mesmo uma criança cantando que "atirou um pau no gato" é uma mera relocação dessa energia que de outra forma causaria outra manifestação em outro lugar, talvez até mesmo através da atitude física de atirar o pau no gato OU de estourar a cabeça de alguém.
Traduzindo em termos não psicanalíticos: antes ele estourar no video-game do que na vida real e que vocês entendam, como a Ester brilhantemente colocou, que a violência não é aprendida em uma dinâmica ou brincadeira, mas pelo crivo criterioso dos símbolos de maior afeto da criança. Resumindo, os pais, professores, etc.
PS: Quero morrer por citar psicanálise, ja´que não sou muito fã, mas encaixou na conversa. =p
Responder
Ester Beatriz Respondeu:
December 9th, 2009 at 7:50 PM
Justamente Fernando! Só endossou o que o Tranceman falou sobre válvula de escape e repito, concordo plenamente.
Responder
Vitor Respondeu:
December 10th, 2009 at 1:12 AM
Faculdade pelo menos ta servindo pra alguma coisa hein xD
Responder
Fernando Quirino Respondeu:
December 10th, 2009 at 7:35 AM
Isso, festa, conhecer cocotinhas e vagabundar algumas horas com credibilidade do governo federal hauhauh
Responder
estava em um mau dia… hein ester?
Responder
Ester Beatriz Respondeu:
December 9th, 2009 at 7:48 PM
Engano seu Bill. Quando consigo escrever é porque tive um ótimo dia.
Responder
Brilhante como sempre Ester
Vou até mais longe
Jogos violentos, são a minha melhor válvula de escape pro estress. Nada me relaxa mais do que estourar cabeças com headshots.
Não vou extrapolar e dizer que eu sairia matando pessoas se não tivesse os jogos, mas garanto que eu seria alguem muito mais dificil de se conviver. E imagino que muitas outras pessoas tambem tenham essa relação com os jogos e que algumas delas perderiam o controle se não tivessem essa forma de descarregar a raiva (eu sei que eu perderia).
É quase um instinto do ser humano sentir prazer com algum tipo de violencia, mesmo que seja um desenho animado levando uma panelada. Pessoalmente acho que reprimir ou evitar isso pode ser muito pior para a sociedade
No mais, toda essa ladainha é resumidamente, tentativa de censura e se o projeto for seguido ao pe´da letra todos os jogos serão banidos do país, pois qualquer um em algum momento ofende alguma forma de crença ou cultura. Ou seja, ou isso vira piada, ou então fudeu de vez
FLWS!!!
Responder
Ester Beatriz Respondeu:
December 9th, 2009 at 7:44 PM
Obrigada Tranceman!!
Isso, válvula de escape. Sempre disse isso e assino embaixo!
Responder
Belo texto.
Alguns políticos deviam se preocupar em acabar com a corrupção que deixa vários brasileiros a beira da miséria e morrendo nas filas das unidades de saúde, se preocupar em ganhar menos para aliviar os cofres públicos, se preocupar em investir em segurança e educação.
Se o problema é a violência nas telas de TV primeiramente deveríamos proibir os telejornais, novelas, filmes, desenhos animados, etc…
Muitos livros também deveriam ser proibidos.
Sair a rua deveria ser proibido. Quer contato maior com violência do que esse?
Guerras também deveriam ser proibidas, o simples fato de se fabricar armas também deveria ser proibido.
Enfim, o games não são nem de longe a causa da violência, existem coisas muito mais sérias esperando para serem tratadas.
Responder
Ester Beatriz Respondeu:
December 9th, 2009 at 7:37 PM
Valeu Lança! É preocupação demais com o desnecessário enquanto o que realmente importa sofre descaso.
Responder
De acordo com o que você falou. Só uma ressalva: Atualmente os jogos (pelo menos fora do Brasil) devem ser classificados. Tanto que o Call of Duty é 18+, Ratatouille é livre, Simpsons, se não me engano é 14+.
A Biblia deveria ter na capa 18+, porque como diria Capitão Nascimento (18+), inúmeras vezes o homem deu a ordem: Senta o Dedo.
Não precisa nem começar muito na Biblia para encontrarmos um irmão matando o outro com pedrada na cabeça, o que não é muito diferente da realidade atual em que vivemos.
Os jogos, podem sim influenciar negativamente uma criança, fazer com que ela goste de armas e tudo mais…maaaaaaasss…que raio de pai é esse que deixa uma criança jogar um jogo que não é para sua classificação etária.
Alguns jogos, Call of Duty, é 18+, mas não veria problemas em ver meu filho jogando ele com 14 ou 16 anos…mas não com 8. E a qualquer sinal de mudanças em seu comportamento…controlar.
O problema é que atualmente vejo acontecendo uma "Terceirização Moral" dos filhos. São pais que acham que é a obrigação de dar educação pra criança é EXCLUSIVA do professor e que quando esse professor chama a atenção os pais ainda acham que o professor está errado.
Também temos estes outros tipos de problema: A culpa é da TV, a culpa é dos jogos, a culpa é do Gibi.
Não, a culpa são dos pais que não participam da formação ética e moral de seus filhos, não só conversando com eles (não sermão, falo de amizade sincera), trabalhando toda essa informação que as crianças recebem através dos jogos, internet, escola.
Os pais esquecem que crianças e adolescentes, como fomos um dia, são um repositório de informações mas ainda não tem total domínio da interpretação destes dados e discernimento do que isso tudo significia.
Desculpe o texto enrolado, mas é que preciso voltar ao trabalho. Muito bom seu texto
Responder
Ester Beatriz Respondeu:
December 9th, 2009 at 7:33 PM
Então André, a classificação realmente seria uma boa. Mas sempre acaba ficando a critério dos pais em casa se permitem jogar título X ou Y.
Meu filho do meio está quase completando 11 anos e nunca o proibi jogar. Qualquer pseudo pedagogo iria ter faniquitos se o visse jogando games "violentos". Mas como vc disse, estou sempre presente, jogo junto e monitoro o seu comportamento. Posso lhe assegurar que ele é um bom filho, bom aluno e possui uma rotina normal como qualquer outra criança jogando bola com os amigos no quintal.
Enfim, vai muito da tendência e da personalidade de uma criança e do alicerce de uma família.
Responder
André Guergol Respondeu:
December 10th, 2009 at 3:09 PM
Falou pouco mais falou bonito
É isso mesmo que tentei explanar
Responder
Allana FFVII Respondeu:
July 22nd, 2011 at 12:51 PM
Concordo com vocês.Minha mãe não me proíbe jogar nada, eu mesma sei o que devo ou não jogar. Tenho minhas preferências. Meu mano de 8 anos (ele tem mesmo oito anos,kkkkk) joga The Punisher, quem já jogou sabe que nele há mortes por tortura, eu vi a maioria, e vou jogar depois, ele é um herói da MARVEL meio polêmico não acham? Mesmo assim, meu mano também é um ótimo aluno, ele não é violento ou transtornado, e olha que de jogo violento ele entende muito bem! Ele tem sempre uma "zeração' e eu outra, nós competimos pra ver quem faz melhor e primeiro (risos). Não acho que quando a gente brigar ele vai pegar as facas da cozinha e me matar, assim como no jogo que mencionei. Violência verbal ele também não tem, nossos pais não precisam falar muito com a gente porque nós sabemos nossos limites, e eu já sei o que é certo ou errado, desde pequena minha mãe me diz que drogas são erradas, mas mesmo se ela não tivesse falado, eu saberia, porque temos informação, o problema não é dos jogos. Uma pessoa não vai agredir qualquer pessoa que lhe perturbar porque alguém fez isso no jogo, tudo realmente depende da moral de cada um.
Responder