Españistán – entenda o que é a bolha imobiliária

10.09.11 - 11:50 AM Ester Castro






Bolha imobiliária

 

O vídeo abaixo é um complemento do lançamento do livro Españistán, este pais se va a la mierda, assinado pelo ilustrador espanhol Aleix Saló. Segundo ele, o objetivo do projeto foi fazer um retrato cômico dos acontecimentos em torno dos últimos dez anos ocorridos na Espanha.

Mas o que chamou bem a atenção é que se vestirmos essa carapuça no Brasil, podemos amarrá-la sem dó! Não te faz lembrar programas como o Minha Casa Minha Dívida Vida e outros incentivos de empréstimos que na verdade só dão corda pra se enforcar?
O mesmo hedonismo político-sócio-econômico onde não importa o preço, o resultado final é o que conta. Só que a realização econômica mais cedo ou mais tarde vai pelos ares junto com a iminente explosão da bolha imobiliária que se forma em decorrência de tanta oferta e de tudo mais que envolve o esquema.

O vídeo explica de forma clara e tragicômica como nasce essa bolha imobiliária e claro, o que acontece quando tudo vira pó.

 

Super dica do maridão!!



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  1. 15, outubro, 2011 em 21:21 | #1

    Olá Ester ,
    Interessante vídeo .
    É assustadora essa “riqueza” baseada em crédito… Enfim, essa história já foi contada né ?
    abs !
    Eninha

  2. 10, setembro, 2011 em 21:36 | #2

    Isso que ocorreu nos USA e parcialmente parecido na Espanha tem fundamentos no neoliberalismo, onde deixa-se o mercado regular-se por si. Como o sistema financeiro (leia-e bancos) é o indutor privado da roda, o céu é o limite para os escrúpulos.
    Viu no vídeo que induziam as pessoas a pegar dinheiro mesmo sem empregos e com avalistas ruins com a promessa de valorização e venda do imóvel para usufruir da diferença com outros bens?
    Isso sim, provoca a bolha, que é bem o que diz: só a casca visível é sólida, o restante é oco e feito pirâmide, chega a hora que desmorona.
    No Brasil, não existe uma bolha, existe um aquecimento. E o indutor é o governo, com investimentos previstos em orçamento, o que por si só é limitador.
    Por aqui, há um atraso de trinta anos no investimento em moradia popular e há ainda, muita demanda reprimida. Ou seja, pode ser construido o triplo de casas do que foi efetuado nos últimos três anos que ainda não bastará.
    Então, quando há a demanda reprimida para ser preenchida, não há como existir a bolha.
    Ainda o exemplo da Espanha, viu que os salários não subiam, o que não acontece por aqui. Além ds ganhos reais serem sensíveis a cada ano, as pessoas compram casa para uso, não temos a cultura da hipoteca.
    Sou assessor de um sindicato da construção civil no interior de SP, uma cidade de 30 mil almas, e o que falta hoje, é mão de obra para atender a demanda.
    Em São Paulo, serventes de pedreiro já é oficio de imigrantes de países vizinhos.
    Com o aquecimento, é evidente que os custos subam. Um terreno que fica nos arrebaldes da cidade, valorizou-se bastante, assim como a mão de obra. Um pedreiro oficial chega a ganhar entre R$ 2,5 a R$ 3 mil por mil. Um servente, R$ 50 a diária.
    Há o aquecimento, mas como a demanda reprimida é elevada, o governo tem condições de conduzir o processo, ora abrindo ora fechando as torneiras.
    Os especialistas do mercado programam investimentos para os próximos quinze anos no setor, sem medo de perder.

    • 11, setembro, 2011 em 10:26 | #3

      Sérgio eu entendo que você ao trabalhar num sindicato de construção civil esteja bem a par dos acontecimentos e claro também defenda o seu lado.
      Concordo que no Brasil ainda não há uma bolha a nível de Estado, mas acredito que devemos ficar em estado alerta.
      A nível de região, onde eu moro por exemplo, a situação chegou num patamar patético. Em minha cidade, as pessoas tem coragem de cobrar em uma casa meia boca, um valor que daria pra comprar uma mansão em Uberlândia, uma das grandes cidades próximas daqui. O preço dos lotes aqui então, são dignos de gargalhada.
      Já em Brasília, que talvez o custo de vida seja um dos mais altos do país (só porque é capital?) tem gente pagando 250 mil em 70m² de apartamento! Veja ainda esse exemplo de AP de 173m² por um milhão e meio http://bit.ly/n40z7C !!!!
      Só sei que estou em alerta. Os preços aqui estão tão abusivos que as placas e anúncios de vende-se estão só aumentando e quem é menos burro, tá segurando o dinheiro até que os preços voltem a ficar justos novamente. Com menos gente comprando, os preços estão começando a dar sinais de queda.

      • 11, setembro, 2011 em 20:53 | #4

        Do meu lado, se fosse bolha, estaríamos em maus lençois e já teríamos colocado o bloco na rua. Defendo os interesses da classe trabalhadora e por ela meus olhos estão abertos. O aquecimento do mercado era esperado e os exageros como você citou, tendem a amainar-se. Quem tem um imóvel bem localizado, por exemplo, e quiser fazer dinheiro dele irá supervalorizar o preço até o ponto que tenha quem pague. A partir dai, haverá um ajuste natural.
        Como o mercado de carros, outro exemplo de demanda super reprimida. Viu uma série de reportagens que mostrou o mito dos impostos? Que na verdade o que existe é o Lucro Brasil, os nossos carros (mesmo sem impostos) são 30% mais caros?
        E por que razão as montadoras diminuiriam os preços se pagamos o que pedem, comprando tudo que produzem? Nenhuma né?
        Com a China projetando quase uma dezena de fábricas para o Brasil e seu projeto de médio prazo de conquistar 30% de nosso mercado, verá como as montadoras tradicionais reduzirão rapidinho seus preços.
        Com imóveis, infelizmente isso não acontece. Um terreno bem localizado sempre o será e não há como gerar similares para competir.
        Essa década será de contínua valorização imobiliária mas por condições de incremento real na construção civil.
        Haja betoneiras para virar o tanto de argamassa que se espera consumir.

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