Esclarecendo o caso da bebê Vitória compartilhado no Facebook

09.04.12 - 7:48 PM Ester Castro






O Facebook é uma maravilha se você souber usá-lo. Infelizmente muitos não sabem. Passam correntes idiotas e compartilham imagens levantando uma bandeira sem conhecimento de causa.

O assunto da vez é a imagem de uma criança de nome Vitória que segundo a descrição seria uma criança “anacéfala” (isso mesmo, ainda escreveram o termo errado) que vivia bem e feliz. Pediam para compartilhar a imagem levantando a bandeira contra a votação do Supremo Tribunal Federal que acontece na próxima quarta-feira dia 11, que decidirá se mulheres grávidas de anencéfalos (termo correto) podem ou não interromper a gestação sem precisar recorrer à justiça.

Só pra refrescar a memória, a anencefalia é caracterizada pela ausência de córtex cerebral, camada externa do cérebro rica em neurônios e responsável pelas funções mais complexas do cérebro. Sem ele não há linguagem, percepção, emoção, cognição, memória. Mais.
Popularmente é denominada ausência total do cérebro e da caixa craniana. Sem cérebro não há vida. Existe no máximo o tronco cerebral que possibilita a respiração e outras funções. Quanto ao coração, um órgão relativamente autônomo, não precisa de estímulo cerebral pra bater por si só, explicando assim os batimentos cardíacos num anencéfalo.
A criança anencéfala normalmente morre durante a gestação, ou horas após o parto ou excepcionalmente alguns dias após.
Há entretanto, um caso de um bebê, uma menina que vivera 20 meses e apesar do diagnóstico inicial ter sido anencefalia, uma ressonância meses depois, constatou algumas porções do cérebro que mantinham suas funções vitais. Segundo especialistas, era um caso de encefalocele associada à microcefalia.

Mas voltando ao ponto, eu tenho a mania de fuçar e vasculhar tudo que vejo na internet antes de me posicionar sobre o assunto.

Encontrei o blog da bebê Vitória. A foto em questão não era montagem. É real. E o pior, foi usada sem autorização pra criar uma corrente tosca. Os pais deixaram a mensagem abaixo para que esta sim fosse compartilhada a fim de coibir o uso indevido da imagem.

Vitória de Cristo
Créditos imagem: Blog Amada Vitória de Cristo

Olá amigos, infelizmente alguém, sem nossa autorização, usou uma foto da Vitória com informações incorretas e promovendo de forma polêmica e sensacionalista o compartilhamento no Facebook. Ainda que esse post tenha intenção de promover a vida, e que a pessoa tenha tido boa intenção, tem também permitido comentários ofensivos e preconceituosos a uma criança (muito) especial. Por favor, não compartilhem essa corrente e peçam que deletem os comentários ofensivos a respeito onde a tenham visto. Se desejam divulgar a história dela, o melhor é compartilhar o blog – onde há inclusive um link para compartilhamento no Facebook – e onde a sua história de vida e sua deficiência são tratadas de forma séria e respeitosa, com moderação dos comentários. Por favor, compartilhem essa mensagem.

Muito obrigado,

Joana, Marcelo e Vitória

A história desse anjo é realmente incrível. Durante a gestação, ela apresentou ausência da calota craniana que resultou na inibição do desenvolvimento cerebral, porém não houve ausência “total” do mesmo como ocorre na anencefalia.
O diagnóstico atual da pequena Vitória é encefalopatia neonatal por malformação cerebral. Vocês poderão conhecer a história dela em seu blog.

Contudo, no meu entendimento, o exemplo da pequena Vitória não deve servir de exceção à regra para  inibir uma votação favorável ao aborto de anencéfalo. Vitória sorri, se movimenta e interage, logo, possui massa cerebral. A mãe decidiu prosseguir a gestação e para sua surpresa e felicidade o diagnóstico não bateu com o prognóstico.

Mas esse é o ponto. O direito da mulher decidir se quer ou não prosseguir com a gestação anencefálica. Se após exames minuciosos e isentos de dúvidas constatarem a anencefalia propriamente dita, a mãe precisa ter o direito de decidir abortar sem precisar recorrer a decisão judicial. Se ela decidir continuar, deve ser por escolha e não porque foi impedida do contrário. Sabemos que existem desfechos realmente tristes e dolorosos de mães que esperaram meses pra conseguir a autorização do aborto de um bebê indubitavelmente condenado. É isso que precisa ser mudado.

Vale lembrar que uma decisão favorável do STF não irá legalizar o aborto em seu sentido amplo, mas irá ampliar o direito ao livre arbítrio de abreviar um sofrimento futuro e inevitável.

Pra encerrar, faço um convite à leitura do texto Chega de torturar mulheres da jornalista Eliane Brum sobre o assunto ao qual concordo plenamente.



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  1. 3, maio, 2012 em 20:24 | #1

    A VITÁRIA É UMA CRIANÇA LINDA,É O QUE EU VEJO, POIS CONVIVO COM UMA FILHA DE UMA AMIGA,
    QUE É MUITO PARECIDA COM ESSA PRINCESINHA, E NEM CONSIGO VER NADA DE DIFERENTE NELA PORQUE O MEU AMOR É MAIOR QUE TUDO! TENHO MUITA PENA, DAS PESSOAS QUE NÃO TEM NENHUM TIPO DE CONHECIMENTO, MESMO PORQUE ESTÃO SUJEITO A SOFREREM MUITO!

  2. 15, abril, 2012 em 20:59 | #2

    Como vc mesmo disse na gestação ela foi diagnsticada com anencefalia e depois de seu nascimento é que descobriram sua real doença…. imagine então se pelo diagnóstico errôneo a mãe decidisse matá-la???
    Desumana seria esta atitude né?! Entenda que ninguem terá controle sobre a vida, ela não pertence a nós e muito menos as mães…. Se não quiser sofrer, nunca decida por ser mãe, por gerar alguém, uma mulher desse tipo só deve pensar nela mesmo, então NÃO SEJA MÃE! Adota um cachorrinho e pronto. A vida é cheia de controvérsias, mas um coisa é certa: mulheres que optem por isso não são dignas nem da própria vida, então não tente gerar outra!!

  3. 14, abril, 2012 em 23:47 | #3

    Religião não pode se meter na vida de todas pessoas. Muito menos nas leis. Se a crença da pessoa reza que ela não pode fazer uma intervenção deste tipo durante a gravidez, depende a pessoa se ela respeita sua própria crença ou não. Mas um grupo religioso impor seus ideais à Lei e forçar pessoas que não compartilham da mesma crença a fazer o que não aceitam, isso eu considero crime – crime de preconceito e intolerância. Religião só manda dentro do seu templo e só manda em quem se subordina a crença.

    A CNBB tem que se lembrar que por mais que o Brasil seja de maioria cristã, embora os católicos esteja caindo dessa maioria, existe não-católicos e não-cristãos também. A Lei é para os brasileiros e não exclusividade dos católicos. Se a Igreja Católica não é capaz de pregar seus ideiais por meio de seus sacerdotes, não é aliciando juízes e advogados que farão seus dogmas serem respeitados. Por mais que as noções de ética, honestidade e sobriedade da cultura ocidental tenham origem no cristianismo não significa que hoje em dia ainda sejam a mesma coisa. Graças à intransigência da mentalidade medieval da Igreja e de muitas outras religiões, que deixaram de confortar as almas para contabilizá-las e manobrá-las segundo suas orientações arcaicas que mais martirizam seus fiéis do que os ampara para uma boa convivência entre os seus, estas noções não são mais as mesmas.

    CNBB deve cuidar da Igreja e de seu "rebanho" no que diz respeito a Teologia e não na Medicina, Direito ou Sociologia. "A Cesar o que é de Cesar", não foi assim ensinado? A Justiça no Brasil já tem problemas demais com seus pseudo laicos nos tribunais e nas câmaras executivas.

  4. 14, abril, 2012 em 23:19 | #4

    Nunca estive nessa situação, então seria idiota falar "Sim.", mas respondo um "Muito provavelmente.", só não vejo como essa pergunta pode acrescentar alguma coisa válida para esse tema. =) Acredito que uma criança seja maior e mais valiosa do que uma escolha.

  5. 14, abril, 2012 em 23:16 | #5

    Fernanda Amanda , então devo concluir que se você estando grávida e o médico de sua extrema confiança lhe disser que seu bebê é anencéfalo, você manterá a gestação mesmo que ele morra ao nascer ou quiçá sobreviva em condições praticamente vegetativas? Quem bom…

  6. 14, abril, 2012 em 23:04 | #6

    Como já disse: "Pra mim o direito da mãe não deve se sobrepor ao direito à vida, que é um direito inalienável e superior a todos os outros direitos." Na minha OPINIÃO a escolha da mãe não deveria ser mais importante do que a vida de uma criança. Agora cabe a cada um definir o que é vida.

  7. 14, abril, 2012 em 16:00 | #7

    Concordo com o Diogo, o direito a vida é algo que pertence a todos. Abortar é matar um ser humano que tinha chances de sobreviver, como vemos o exemplo dessa menina Vitória. ela não é anacéfala, mas foi diagnosticada como tal, e agora está ai, com 20 meses de vida trazendo alegria aos pais, com certeza. Ninguem tem direito de decidir pela morte ou pela vida de um ser inocente. A mulher carrega a criança em seu ventre sim, mas a vida criança só pertence a ela mesma.

  8. 14, abril, 2012 em 15:47 | #8

    Ninguém vai OBRIGAR a mulher a abortar, Diogo. Só que a escolha é dela. Vamos parar de tratar as mulheres como se servissem só pra parir.

  9. 14, abril, 2012 em 14:21 | #9

    Giselle Souza você considera as mulheres seres imbecis que não sabem se prevenir e por isso sairiam por aí transando, engravidando e abortando? Porque é exatamente isto que você está dizendo quando afirma que se o aborto for legalizado haveria um massacre e "As meninas não vão se preocupar com camisinha quando souberem que tem o direito de abortar quando bem entender" basta você pesquisar um pouco, em TODOS os países onde o aborto foi legalizado não aumentou o número de casos de aborto, aliás o número de mortes de mulheres em decorrência de abortos clandestinos e mal feitos diminuiu drasticamente.A decisão de se abortar um feto é a última opção de uma mulher e por mais que ela não deseje o feto ela irá pensar muito antes de tomar esta decisão,portanto quando você passa este atestado de imbecilidade as mulheres/meninas dizendo que elas não tem capacidade de decidir sobre sua vida sexual e reprodutiva e engravidariam aos montes e sairiam abortando por aí, você me ofende, ofende a si mesma e a todas as mulheres.E por último você também está se esquecendo que junto com e legalização do aborto viriam maiores campanhas de prevenção de gravidez e DSTs, acompanhamento psicológico para estas mulheres e muitas outras medidas para que este programa funcionasse, tal como ocorre nos países onde o aborto foi legalizado.

  10. 14, abril, 2012 em 13:56 | #10

    Finalmente algo bem pesquisado, correto e sensato! No meio de tantas bobagens escritas por aí, tem gente falando q isso acontece pq não se usa camisinha… sério. Parabéns pelo texto!

  11. 14, abril, 2012 em 12:22 | #11

    amigo, nao se prenda aos casos raros!

    E médico nenhum é dono da verdade, mas exames comprovam coisas, oras. Vamos fazer o que?

  12. 14, abril, 2012 em 12:07 | #12

    Ester, eu sei que o aborto não foi liberado para todos os casos. Falei sobre uma visão ampla do tema. Não sou contra aprovarem o aborto nesses caso e também acho que o STF não abrirá precedentes para a legalização total do aborto, mas isso servirá de brecha para mais manifestações e logo o aborto será liberado e veremos o massacre de milhares de bebês. Posso estar sendo negativa sobre o assunto e mantendo uma visão limitada, mas vendo como as pessoas agem por aí, creio que será exatamente assim que as coisas acontecerão. Meus argumentos são contraditórios, eu sei. Mas é assim que vejo o mundo: seres humanos se aproveitando das brechas da lei para se beneficiarem, mesmo que passem por cima de quem realmente precisa do apoio da lei.

  13. 14, abril, 2012 em 07:37 | #13

    Eu sou contra a liberação do aborto porque acho que será um massacre e as mulheres… não, meninas. As meninas não vão se preocupar com camisinha quando souberem que tem o direito de abortar quando bem entender. Mas só por isso. No caso de risco para o bebê de ter uma morte lenta e dolorosa ou uma sobrevida que nem os melhores e mais positivos médicos recomendariam eu acho válido. Válido porque evitaria um sofrimento desnecessário para a criança, mas isso cabe a cada uma decidir.

  14. 14, abril, 2012 em 03:29 | #14

    vc mesmo se contradiz… quantas crianças foram mortas por "prognostico" errado ??? quantas foram e quantas vão ser mortas ainda com um prognostico errado???
    e não estou nem entrando no mérito de se matar uma criança com anencefalia comprovada…

  15. 12, abril, 2012 em 19:57 | #15

    Diogo, a decisão do STF foi favorável ao aborto. Finalmente a mãe que não quer levar adiante uma gravidez de anencéfalo tem o livre arbítrio da interrupção. Acho sim uma nobreza sem precedentes a dos pais de Vitória e os admiro muito pela força e fé com que encaram esse desafio. Mas aí eu pergunto: qual é o amor maior? Deixar ir até o fim mesmo incorrendo no risco de uma sobrevida cheia de limitações severas, ou interromper para poupar o sofrimento da própria criança em viver, ou melhor, sobreviver nessas condições? Nisso eu nem incluo o desgaste emocional, físico e psicológico de toda a família que vivencia uma situação assim, afinal nem tudo e nem sempre são flores. É isso que os pais agora podem pesar antes decidir o que fazer.

  16. 12, abril, 2012 em 16:09 | #16

    O que foi que os médicos disseram pra mãe? que o bebê tinha anencefalia e falaram pra ela abortar, no caso porque não tinha condições de sobreviver. E o que aconteceu? o bebê nasceu! embora com algumas dificuldades biológicas ela está viva. Isso mostra que o médico não é o dono da verdade, ele trabalha com probabilidade e consequentemente ninguém tem o direito de interromper a vida de ninguém! Se for legalizado esse tipo de aborto quantas vitórias perderão a linda oportunidade de viver, sendo interrompido propositadamente as gestações que deveriam continuar? Concordo que a foto que colocaram sem autorização é errado. Porém quem estiver interessado é só entrar no blog de vitória e assistir esta história maravilhosa! um abraço para todos.

  17. 11, abril, 2012 em 20:58 | #17

    Natalia Gandulfo a Vitória não é anencéfala. Teria que haver ausência total do cérebro e presença apenas do tronco cerebral significando sua morte em no máximo alguns dias após o nascimento. Ela possui algo além do tronco cerebral, uma massa encefálica que embora mal formada, lhe mantêm viva a despeito de suas limitações severas. Sua acrania por alguma razão não resultou em anencefalia. Esse foi o diagnóstico do neurocirurgião que reconstituiu sua calota craniana. l

  18. 11, abril, 2012 em 15:57 | #18

    Só lembrando, que hoje em dia tem filhos quem quer, a nao ser em caso de estupros, por tanto homens e mulheres nao saiam por ai fazendo filhos, se nao os querem, use preservativos em suas relações, ok?…enquanto ao caso VITÓRIA, SÓ O QUE TENHO A DIZER É:…que amo vcs três. linda familia!!!

  19. 11, abril, 2012 em 14:52 | #19

    ta. o diagnostico de encefalocele associada à microcefalia foi dado antes ou após o nascimento? Pq ai a ideia da corrente no facebook ainda faz sentido. Pq se só é dignosticada apos o nascimento, ainda em utero seria anencefalos, e entao, seria ou nao permitida a interrupção da gestação. Uma pena essas correntes

  20. 11, abril, 2012 em 05:25 | #20

    Vejo que a mãe, não tem condições de decidir pela uma vida que não é dela, ela pode sim responder pela sua e não pelo ser que vem através dela, mesmo que ele venha com restrições e má formações. Isso cabe, somente ao ser Criador.

  21. Frederico Lins
    11, abril, 2012 em 04:40 | #21

    A possibilidade de morte é o caso em questão, pois o fato de ter uma perda parcial do cérebro não tira o fato do feto ser uma vida e ter seu direito à vida. Posto isso, a previsibilidade de morte não pode ser o critério com o qual se julgue quando a vida deve ou não prosseguir, aliás não pode haver critério para isso, mesmo porque o diagnóstico é falho. Fazer isso é ter culpa, enquanto o que a natureza fez não tem culpa alguma em si. Dito isso, a prevenção da morte se tornaria, caso fosse aprovado o aborto, direito de decidir quem vive ou não, relativizando o direito à vida e o que é vida humanal. Isso é completamente absurdo, o fato de que a morte é eminente é evidente e possível em qualquer caso; isso não dá o direito particular da mulher de julgar o momento que essa vida vai ser morta (que fique claro que é um assassinato). A própria idéia de que isso é um direito da mulher é absurda, afinal os filhos não são do gênero feminino; isso só indica que esse direito está relativo à vontade e ao corpo feminino. No entanto o corpo em questão, do feto, é um corpo em si; é individual e vida em si próprio. Por fim, um feto não é uma vida em potencial, mas sim uma criança, um adulto e um idoso em potencial e, inclusive, um falecido em potencial. Essa constatação óbvia e absoluta não pode ser negada em favor de um direito relativo de gênero feminino, pois, novamente, seria relativizar o que é o direito absoluto à vida humana. Para os que dizem “Não torne o útero um caixão “, eu digo: não sujem as mãos com sangue e não tornem a lei um carrasco por direito.

  22. 11, abril, 2012 em 01:48 | #22

    Concordo com você, Rita! É emocionante mesmo! Além do que, para os verdadeiros ignorantes: Vitória de Cristo é anencéfala e sofre de acrania também, já que muitas vezes os dois estão associados. E diz no próprio blog que ela tem ambos. Ou seja, não tem como contestar ela é anencéfala e está viva há dois anos! O que mais impressiona é como os pais são jovens a enfrentam essa dor com muuuita coragem. Coragem que poucos tem quando querem simplesmente matar seus filhos quando não lhes agradam.

  23. 10, abril, 2012 em 15:51 | #23

    Isso mesmo,é sempre bom deixar claro as pessoas que infelizmente não èntende e usa de forma errada.Isso tbm serve pra que eu tbm conheça um pouco desse problema que ninguém está livre.E que saibam são muito especiais.E especiais, são para pais especiais.Deus esteja com vcs.

  24. 10, abril, 2012 em 02:59 | #24

    Parabéns pelas informações esclarecedoras. Informação de qualidade é rara nesse país… na rede e na vida! Beijo grande! Dias de paz!

  25. 10, abril, 2012 em 02:15 | #25

    Mas é o direito de abortar só qndo houver a certeza de q há o caso de anencefalia, isso ficou bem claro. É o verdadeiro contexto aliás.

  26. 10, abril, 2012 em 01:31 | #26

    muito bom o estudo, um milagre mesmo porem nao querendo de forma alguma desmerecer o texto q foi gigantescamente esclarecedor pra mim, onde eu estava muito desconfiado e confuso, deixo só uma pequena e construtiva critica na parte:
    "Se após exames minuciosos e isentos de dúvidas"
    isentos de duvidas foi mal empregado, nao existe isso, nem o teste de DNA (podem pesquisar) é isento de falha, infelizmente existe uma minuscula ou pequena margem de erro em qualquer exame desde um simples exame de urina até um exame complexo como este, obvio q desejamos uma certeza absoluta nem a matematica tida como a ciencia mais exata do mundo acerta tudo, a menos q alguem de diga o valor exato a raiz de 2 que eu desconheço, sei um numero muito proximo mas nao com o da raiz de 9.
    Poderiamos ajustar para exames minuciosos e proximos de 100% de certeza :P forte abraço, vc nao tem ideia da importancia do seu texto ja repassei a todos :P

    • 10, abril, 2012 em 01:51 | #27

      Então Kirmair, acho que é mais uma força de expressão mesmo. A isenção da dúvida estaria sim dentro de uma margem aceitável de erro que dentro dos parâmetros médico-legais acaba sendo considerado 100%. De qualquer forma a margem de erro tende a ficar cada vez mais ínfima a cada avanço dos recursos da medicina. Aí cabe a mãe estar psicológicamente preparada e amparada legalmente pra decidir o que fazer. Obrigada por repassar! ;)

    • 10, abril, 2012 em 09:52 | #28

      *isenção

  27. 10, abril, 2012 em 00:54 | #29

    Gente, eu acompanho o blog da Vitória! Cada dia é uma superação e é visível o amor, o carinho, a dedicação extrema desses pais! Deus SEMPRE esteve e está com eles, dando à Votória, várias vitórias!
    É lindo ver a evolução da Vitória, dando seus risos, suas viradas, fazendo seus exercícios… Indescritívelmente lindo!!!

  28. 10, abril, 2012 em 00:17 | #30

    Pra mim isso está acima do direito de crença, é uma questão de humanidade. Submeter uma pessoa a uma espera longa e que já se sabe ser infrutífera é de uma crueldade que chega a dar nojo. Esse projeto deveria ter sido aprovado há anos. E o pior é saber que essas pessoas contra são capazes de atitudes tão baixas quanto distorcer o caso dessa garotinha só para caber no seu discurso.

    • 10, abril, 2012 em 00:40 | #31

      Justamente Tales! Não sei se você viu uma matéria em vídeo feita pela jornalista Eliane Brum que está no link acima, relata o caso de uma mãe que sofreu todo esse impasse há uns 7/8 anos quando a liminar que havia sido aprovada, acabou caindo. Vale ver.

    • 14, abril, 2012 em 13:18 | #32

      concordo com vc em tudo, a ignorancia leva muitos a falarem e cometerem tantas atrocidades, só que uma massa inteligente é utopia, se grande parte da população fosse inteligente o brasil n estaria submetido a governantes corruptos que fazem o q querem sem se preocupar com as consequencias, pq as mesmas não vão acontecer

    • 15, abril, 2012 em 01:07 | #33

      Falar dos filhos dos outros é facil, difícil vai ser voce tomar uma decisão dessa se o filho for teu…. se o coração ta batendo ta vivo e tudo tem um propósito, se o feto vem com algum problema a desculpa usada é que vai sofrer e vai ter limitações, desculpas e mais desculpas, eu achei isso um absurdo… amor de pai e mae quando é verdadeiro nao importa a dificuldade ou doença vai estar com a criança até o fim!

    • 16, abril, 2012 em 10:11 | #34

      Francine Maciel a criança só vai ter o tronco do cérebro, vc acha q vai realmente estar vivo? que vai pensar em alguma coisa? não quer dizer q só pq o coração ta batendo q a pessoa ta viva, existe morte cerebral, n sei se vc sabe, onde a pessoa fica la como uma porra de um vegetal, vc acha isso certo? leia o artigo até o fim, sério, se vc realmente acha q um feto sem cerebro vai viver, ou até mesmo q vai pensar, acho q vc teria q rever mta coisa pq isso é meio impossivel.

    • 16, abril, 2012 em 21:20 | #35

      Gustavo Tarciso Bom cada um tem a sua opnião a minha é essa… como disse tudo tem um propósito… nada é por acaso, eu fui criada dentro de uma religião na qual só Deus tem a permissão de tirar a vida… então se for pra nascer vai viver poco tempo beleza, ou até mesmo pode ate ser um abordo, eu por mais que a criança só tenha o tronco do cérebro eu ainda acho errado e nao é vc criticando a minha opnião que vai mudar em algo, eu respeito a tua opnião entao meu caro amigo respeite a minha e se nao gosto paciencia nem Deus agrado a todos né

    • 24, abril, 2012 em 23:10 | #36

      Francine Maciel – eu concordo com vc no sentido que ter um filho assim tem um propósito… eu tenho um irmão especial que tem sido uma benção pra todos que o conhecem, e assim era meio contra ao aborto, mas depois pensei que os pais tem que ter varias condições (mentais, emocionais, espirituais e claro, financeiras) pra assumir um filho assim, e que se não tem condições mínimas quem irá sofrer será a criança, daí acho válido o direito de aborto, cada um decide o que é melhor pra si, o Estado não pode coibir este direito!

    • Nathália Barbosa
      8, maio, 2012 em 17:13 | #37

      Gustavo Tarciso eu concordo com a Francine! Acho que ela está completamente correta ao falar que se tem um coração batendo a pessoa tá viva, existe morte cerebral sim, a pessoa fica como um vegetal, mas e aí? O coração continua batendo e a pessoa não é enterrada, por que mesmo assim, ela tá viva por partes. E daí que ela não vai pensar? Há deficiências mentais que pode acontecer mais ou menos a mesma coisa, não há? A diferença é que a pessoa tem cérebro. Se essa criança nasceu é porque Deus tem um propósito na vida dela e na vida de quem cuidará dela, ou até mesmo de pessoas distantes da mesma, NADA nesse mundo é por acaso. Eu discordo do aborto, mas isso é uma decisão da mãe da criança e se a mãe dela quis ter o bebê, está mais do que certa, porque mesmo que seja apenas por dois anos, não deixa de ser uma criança com VIDA.

    • 8, maio, 2012 em 23:39 | #38

      Nathália Barbosa vc n percebeu q a menina não é anencéfala? ela tem cérebro, embora mto pequeno, isso é um caso raro e todos estão distorcendo a realidade, eu n sou ateu mais sou totalmente ocntra colocar esse negócio de Deus em tudo quanto é lugar, porra, isso n é uma decisão q a igreja deve se posicionar, pois estamos em um estado laico, e mesmo assim, vcs não entendem q sem ATIVIDADE CEREBRAL a pessoa está MORTA? o coração batendo não significa nada, no caso dessa bebê, ela tem ATIVIDADE CEREBRAL, ela pensa, raciocina, ela tem uma certa qualidade de vida, só tem vida quando há ATIVIDADE CEREBRAL, porra, eu posso fazer um coração ficar batendo com a minha mão, mas se o cérebro n responder, eu posso ficar ali meia hora batendo no coração q ele n vai voltar, entendam isso, com morte cerebral, mesmo alimentado por máquinas, n é natural q a pessoa viva, ela n está viva, só seus orgãos q funcionam com a ajuda de aparelhos, depois da morte cerebral n tem mais como voltar a viver, e sem cerebro, essas crianças nascem praticamente mortas!

    • 8, maio, 2012 em 23:43 | #39

      enfase no atividade cerebral

  29. 10, abril, 2012 em 00:14 | #40

    Concordo quando vc diz "mãe precisa ter o direito de decidir abortar sem precisar recorrer a decisão judicial". É disso que se trata mas, na maioria das vezes, isso não é citado em manisfestaçoes contra esse julgamento do STF!

  30. 10, abril, 2012 em 00:14 | #41

    Concordo quando vc diz "mãe precisa ter o direito de decidir abortar sem precisar recorrer a decisão judicial". É disso que se trata mas, na maioria das vezes, isso não é citado em manisfestaçoes contra esse julgamento do STF!

  31. 9, abril, 2012 em 23:49 | #42

    a ultima palavra é de Deus!
    A minha palavra é que so Jesus tem a chava the vida e the morte.

  32. 9, abril, 2012 em 23:48 | #43

    Voces , papais de Vitória, deram uma lição de vida.. em momento algum vi tristeza no olhar de voces.. são verdadeiramente PAIS com P maiúsculo.. VITÒRIA nasceu privilegiada no melhor lar que alguem pudesse ter… um lar de AMOR DE DEUS… Deus abençoe a vida desta familia maravilhosa…bjs

  33. 9, abril, 2012 em 23:44 | #44

    vamos dizer NÃO ao governo… Vitória é um ser criado por Deus.

  34. Frafelli Lima
    13, abril, 2012 em 00:42 | #45

    Muito bem Frederico!!!

  35. 14, abril, 2012 em 10:51 | #46

    Natalia Gandulfo:
    "apesar do diagnóstico inicial ter sido anencefalia, UMA RESSONÂNCIA MESES DEPOIS, constatou algumas porções do cérebro que mantinham suas funções vitais. Segundo especialistas, era um caso de ENCEFALOCELE associada à MICROCEFALIA."
    É isso que VERDADEIRAMENTE diz o blog! leia o texto..Não invente, por favor! Isso sim, é coisa dos verdadeiros ignorantes.

  36. 16, abril, 2012 em 10:25 | #47

    João Renato é engraçado que nesses comentários tem mta gente q fala merda por acreditar fielmente q a religião é dona da verdade, acho q isso sim é a maior ignorância, a religião e a mídia tem o incrivel poder de tirar totalmente o senso crítico de um cidadão, acho uma ocmpleta ignorancia achar q abortar um anencefalo é errado aos olhos de Deus, quer dizer então q é preferivel fazer a mãe esperar 9 meses sabendo q o filho vai sobreviver no máximo algumas horas depois do parto é mais "humano" do q poupa-la desse sofrimento? tem mta coisa mto errada na nossa sociedade, e q se continuar com essa maioria de gente ignorante mta coisa vai continuar errada por mto mais tempo

  37. 14, abril, 2012 em 11:05 | #48

    Frasezinha hipócrita.
    Repetida à exaustão por saudosos do obscurantismo medieval, que convenientemente esquecem que, em nome de Deus milhões de vidas já foram tiradas ao longo dos séculos.
    Por acaso alguém já perguntou a Deus o que Ele pensa?

  38. 14, abril, 2012 em 14:11 | #49

    Sua opinião não reflete a opinião de todos, enquanto vc agradece ao seu amigo imaginário eu agradeço pela sensatez da aprovação dessa medida…e torço pelo direito da mulher escolher sempre, até em casos de gestação normal, é um direito, e não pode ser impedido por pessoas que sustentam um credo e acreditam numa verdade só deles…

  39. 15, abril, 2012 em 01:26 | #50

    Fernanda Amanda minha opiniao é igual a sua, pena que nem todos pensam desta forma.Deixo uma pergunta para todos:E se fossem vcs o bb naquela barriga e sua mãe com o seu destino?Sinceramente, eu gostaria que minha mãe tivesse fé para que eu fosse uma excessão.

  40. 15, abril, 2012 em 04:21 | #51

    Waila Lima Santos Eu desacredito porque é a realidade. Nós, e vou generalizar mais uma vez porque é assim que as coisas funcionam segundo o que me foi ensinado, não sabemos lidar com responsabilidades e liberdade. Está mais do que claro isso. Viver se iludindo achando que pessoas que foram tão bem educadas a ponto de ter uma opinião e personalidade própria se comparam a pessoas que baseiam suas opiniões de acordo com o que passou na novela ou que moldam sua personalidade de acordo com o grupo que querem pertencer ou à modinha que querem seguir e não de acordo com a sua realidade é bobagem.

  41. 15, abril, 2012 em 15:17 | #52

    Giselle Souza está mais do que claro que nós temos opiniões contrárias e que não chegaremos a um consenso, eu não concordo com a sua opinião mais a respeito.Continuar discutindo não vai adiantar nada, mesmo assim agradeço pelo "debate" que vc me proporcionou é sempre bom ouvir outras opiniões.

  42. 16, abril, 2012 em 11:05 | #53

    Waila Lima Santos Mas não estávamos discutindo, estávamos debatendo. E eu é que agradeço, há muito que não tenho um debate tão civilizado. Estava sentindo falta. E também respeito sua opinião ^^

  43. 15, abril, 2012 em 22:51 | #54

    Maria Antonia Vilhena para Ester Castro: acho muito justo que a decisão seja dos pais e não desaprovo a descriminilização.O que acho estranho é que como vc disse acima "interromper para poupar o sofrimento da própria criança em viver…" isso não parece eutanásia? e daqui um pouco ,será que que não vai haver permissão para interromper outras vidas com grandes problemas, mais sofridos talvez por pessoas conscientes de sua situação? ecujas famílias ficam em situação muito mais difícilpara cuidar? muitas dúvidas nos assaltam e temo que isto leve a atitudes de desrespeito aos direitos de vidas que não tenham condição de reinvindicar os próprios direitos. Ainda temos que pensar que pessoas que abdicam de seus deveres será que tem condição de decidir sobre direitos?

  44. 16, abril, 2012 em 00:52 | #55

    Maria Antonia Vilhena a escolha pelo sim ou pelo não é extremamente difícil e pessoal. Se a mãe está preparada psicológicamente para assumir e enfrentar o que vier, parabéns. Se não está preparada, e pelo que vemos a maioria não está, parabéns também pela coragem de assumir isso.

  45. 16, abril, 2012 em 00:53 | #56

    Maria Antonia Vilhena Você sabe o significado da palavra "Eutanásia"?
    Significa boa morte.

    Lhe pergunto, Maria, como você gostaria de morrer?

  46. 17, abril, 2012 em 17:53 | #57

    Muito bom amor….. Eu concordo prenamente com tudo que disse, mas principalmente com a parte "mulheres que optem por isso não são dignas nem da própria vida, então não tente gerar outra!!"… Elas não são dignas de ter a própria vida quanto mais decidir pela vida dos outros…

  47. 1, novembro, 2012 em 20:52 | #58

    Mas esta garota, a Victoria, não possui anencefalia. Ela sofre de uma anomalia chamada de acrania. O problema ocorre ainda no feto, durante os primeiros meses de gestação e é caracterizada pela ausência parcial ou total dos ossos do crânio. A anencefalia não a deixaria viver mais que algumas horas. No máximo um ano e pouco, como ocorreu em um caso raríssimo! Mais esclarecimentos:

    Read more: http://www.e-farsas.com/foto-de-menina-anacefala-vira-campanha-no-facebook.html#ixzz2B0SKjomU

    Saudações!

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