COW – Campanha impactante contra o uso de celular ao volante

19.08.09 - 8:21 PM Ester Castro






"... só vacas estúpidas digitando enquanto dirigem"
“… só vacas estúpidas digitam enquanto dirigem”

O vídeo abaixo é a parte mais chocante de um filme de 30 minutos,  feito pela Tredegar Comprehensive School em conjunto com o Gwent Police, respectivamente uma escola tradicional e o departamento de polícia de Gwent, um antigo condado do País de Gales.

A premissa é clara. Fazer um alerta contundente aos jovens, a princípio daquela região, sobre o uso irresponsável de celulares ao volante em especial enviando SMS. O foco é conscientizar tanto os adolescentes como também os futuros motoristas.

O curta metragem denominado COW tem no roteiro uma jovem de nome Cassie Cowan, carinhosamente chamada entre amigas pelo nick homônimo Cow, que mata quatro pessoas num acidente de trânsito provocado por ela quando digitava um SMS enquanto dirigia.
Ao que consta, esse filme é uma sequência de um documentário chamado Lucky Luke que foi produzido há 14 anos atrás e que visava mostrar as consequências devastadoras da direção perigosa.

A direção é de Peter Watkins, perito em documentários e comerciais de carga dramática e o elenco foi composto por atores e atrizes locais.

O que chama a atenção, além do propósito em si, foi a perfeição dos efeitos especiais da cena do acidente. Ficou extremamente realista e ao meu ver endossa ainda mais a ideia proposta: alertar!
Acompanhe:


Se o vídeo não carregar, clique aqui.

Não consegui encontrar o filme inteiro mas achei um fragmento com uma cena que acontece antes do acidente que imagino ser a primeira parte do filme [link], e um fragmento de uma cena depois do acidente [link].
Se alguém souber onde posso achar o filme na íntegra, por favor informe nos comentários.

Bom…, acho que esse conteúdo deveria ser reproduzido a nível mundial em tudo quanto é canal de televisão. Sou a favor sim de fazer alertas despudorados sobre questões que envolvem a segurança coletiva. Infelizmente é preciso chocar pra fazer cair a ficha.

Quantas e quantas vezes uma atitude inconsequente de uma só pessoa pode gerar uma tragédia envolvendo vários inocentes. Isso acontece muito. Não só “brincando” com celular ao volante mas também dirigindo embriagado, com sono ou fazendo ultrapassagens perigosas entre tantos outros fatores.

É óbvio que campanhas não resolvem os problemas mas muitas vezes é preciso um tapa na cara como esse para pelo menos fazer pensar. Quanto mais se falar e refletir a respeito de um problema recorrente, maiores são as chances dele ir de encontro à solução.

E sim. O slogan da campanha foi a melhor parte. :evil:

Via Uhull









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  1. 23, agosto, 2009 em 00:47 | #1

    Concordo no ponto de que faltam boas campanhas, principalmente para os adultos em relação a educar os filhos no sentido de melhorar a situação gradativamente. Infelizmente o choque nem sempre funciona. Vide que prgramas como E24 que passam na Band vivem alertando para os perigos das motos, acidentes embriagados, etc etc etc mas não basta apenas chocar para conscientizar já que vivemos em uma sociedade desensibilizada.

    Acredito que em um mundo individualista e insensível como o que vivemos hoje – e acho filmes como o Surrogates do Bruce Willis, que está para estrear ilustram bem isso – não basta apenas levar a informação, mas conscientizar de que não acontece apenas com o amigo/vizinho/conhecido do outro lado do "msn",mas sim com qualquer pessoa, principalmente "você'.

    O grande erro de campanhas de conscientização no trânsito, de vegetarianos, contra doenças, etc etc etc é não levar a sensação através da publicidade que o maior afetado é a própria pessoa que está assistindo e não um estranho na tela da TV/computador. Algumas poucas e raras campanhas surtem esse efeito, poderiam ser mais.

    Mas, isso é só minha opinião.

    • 23, agosto, 2009 em 16:50 | #2

      Pior que você tem razão Fernando. No caso dessa campanha em si, ela pode ser tão agressiva quanto a atitude de certos jovens e estes certamente não irão se sensibilizar com campanhas estampando o retrato de seus atos.

      Mas ainda acredito nos futuros jovens. Estes sim podem ser o público em potencial de boas campanhas mesmo explícitas.

      Como dizem os antigos "é de pequeno que se torce o pepino"… :))

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