Coisas que marcaram minha infância…

15.08.07 - 11:57 PM Ester Castro






bolhas.jpgEu recebi um invite delicioso do Irmão Fabiano da Véio Rosa pra falar de 5 coisas que marcaram minha infância. Vou fazer um pouco diferente. Não vou enumerar os momentos, apenas falarei de um tempo da minha vida que eu gostaria de reviver se eu pudesse.
Nasci e vivi até os 11 anos no interior do oeste paranaense, por coincidência pertinho do reduto da Véio Rosa, e foram os melhores anos da minha vida.
Tínhamos um sítio com tudo que tinha direito, um belo pomar, árvores frondosas num quintal gramado, um belo pasto com algumas vacas leiteiras e um ribeirão que passava nos fundos da propriedade onde eu e meu irmão (11 meses mais novo que eu) íamos pescar. Sentáva-mos num tronco que servia de ponte e alí ficávamos horas…
Fabricávamos nossos próprios brinquedos e inventávamos nossas próprias brincadeiras. Sempre revezávamos…eu fazia meu irmão brincar de casinha comigo mas depois eu tinha que participar das brincadeiras de meninos com ele.
Tínhamos que executar tarefas domésticas como jogar milho às galinhas, aos porcos, capim às vacas e até tirar leite, mas fazíamos isso brincando. Quando era época de frutas, não saíamos do pomar… Mas tenho mesmo é muita saudade de uma amoreira imensa que ficava ao lado do galinheiro, cuja copa cobria todo o telhado. Alí estavam as melhores amoras…mas como era um lugar perigoso, era proibido subir lá. Mas criança é criança né…e a gente sempre dava um jeitinho de subir…ahhhh…tinha cada amora preta graúda e docinha!!! O problema é que a língua ficava roxa e quando minha mãe desconfiava da desobediência, já ia logo pedindo pra abrir a boca eheueheueheue
Minha primeira bicicleta era usada, e era daquelas cujo freio ficava no pedal (lá no Paraná era comum ver esse tipo de bicicleta), só que ela estava sem freio… De resto já dá pra imaginar né…aprendi a andar mas ralei o joelho de acordo mesmo na terra vermelha….
Televisão? Dificilmente eu via…não me interessava… gostava mesmo era de subir em árvores, brincar com meu irmão e a criançada da vizinhaça, pescar, jogar caçador, aqui eles chamam de queimada, brincar no barro…ahhhh como era bom… Doces lembranças…e muita saudade….
Aos 12 anos já estava morando em Goiás, me tornei uma criança urbana… aí são outras histórias…
Tenho 1001 coisas pra falar, mas aí esse post acabaria virando um livro…. numa outra oportunidade, quem sabe….

Esse meme eu tenho prazer em passar adiante e meu convite vai para:

Paula do Rastro de Carbono
Paulo Vítor do Massa Quente
Rafael do Alforria



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  1. Beatriz Rodrigues
    27, fevereiro, 2012 em 14:30 | #1

    Gostei Muito Da Sua História

  2. Sandrix
    20, agosto, 2007 em 13:27 | #2

    Ester, há pouco tempo visito o seu site e já gosto tanto da forma como vc escreve que já não páro mais de visitar.

    Esse post então tá bárbaro. Vc descreve as sensações e vivências nas palavras ao ponto de a gente sentir-se de espectador da cena. Muito bom. Parabéns pelo talento e obrigada pela oportunidade que temos de curtir contigo através do blog.

  3. 16, agosto, 2007 em 09:58 | #3

    Brigadin Luiz! Talvez seja porque escrevo com amor e escrever sobre coisas que amo, sempre flui melhor…

    :yep:

    Sem problemas Paula!!! :cool:

  4. Luiz Augusto
    16, agosto, 2007 em 09:31 | #4

    A tua redação foi perfeita, da para a gente imaginar com detalhes os locais que voce escreveu.

    Parabéns.

  5. 16, agosto, 2007 em 08:09 | #5

    PS.: Mas eu fico muito grata e feliz pelo convite, de qualquer maneira…

  6. 16, agosto, 2007 em 08:08 | #6

    Oi Ester…

    Vou passar o meme desta vez. Quero continuar fazendo do Rastro de Carbono um blog de informacao sobre meio ambiente, mudancas climaticas e aquecimento global. As historias da minha infancia vao ter que ficar para um outro blog!

    Sinto muito,

    Paula

  7. 16, agosto, 2007 em 05:14 | #7

    Eba!

    Meme legal!

    =D

    Vou escrever com prazer!

    ^^

  8. 15, agosto, 2007 em 21:07 | #8

    Diferente do que eu postei, mas certamente não menos completo e interessante.

    Agora que estou morrando em São Paulo, em meio aos carros, ao computador, à TV, não tem como não recordar das antigas e deliciosas brincadeiras de rua.

    São coisas que foram se extinguindo, dando lugar a uma nova geração hitech.

    Mas não trocaria o melhor jogo de PC hoje pelas descidas malucas de carrinho de rolimã na rua da minha casa.

    Bjuss Ester.

    E viva a nossa "terra vermelha".

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