Ciudad Del Este…onde se vê e ouve de tudo…
Quem já foi ao Paraguai fazer umas comprinhas, deve saber bem como aquilo é um caos! Pra começar, se você escolhe um dia como sábado, segundo eles o mais movimentado da semana… e se opta por entrar de carro, já enfrenta de cara aquela fila e aquele cruza-cruza de carros pra cima de você… É como se você fizesse a sua própria lei de trânsito…e que seja o que Deus quiser!
Além disso você tem que tomar cuidado pra não atropelar homens e crianças que se jogam na frente do carro para fisgar um cliente para o estacionamento onde trabalham. Saem correndo alucinadamente à sua frente fazendo gestos para seguí-los mesmo sem fechar negócio antes. É uma disputa enlouquecedora…
Sem falar que lá mais parece uma torre de babel… ouve-se turcos, coreanos, chineses, além dos paraguaios é claro e muitos, mas muitos brasileiros…
As ruas são imundas e você precisa se esgueirar entre carros que insistem passar por onde não tem mais espaço, disputando lugar com barracas de todos os tipos nas beiradas da rua, já que as calçadas também estão ocupadas. Alguns cozinham na rua em condições deploráveis para garantir uns trocados vendendo comida aos sacoleiros. Porém recomendo uma praça de alimentação no quinto andar do Shopping Vendome, que fica ali mesmo no centro de toda aquela correria. Almocei lá e de certa forma ali você tem a sensação de estar de volta ao Brasil por alguns momentos.
Por onde você anda sempre há alguém te cercando por todos os lados, tentando impor a venda do seu produto, que varia desde meias à camisinhas vibradoras ou musicais!!! As camisinhas nos renderam ótimas gargalhadas… o vendedor nos perseguia tentando explicar de todo jeito como funcionavam, dizendo que elas necessitavam de pilhas… Pilhas????? Bem….onde ficavam e de que tamanho eram, prefiro nem saber … ![]()
E lá é assim, se você der trela para esses ambulantes, está perdido!!! Ou você compra, ou você compra… ahhhhh não não não, não comprei as camisinhas não… meu sobrinho sim acabou comprando apenas a versão simples aromatizada, pra ver se o cara deixava a gente em paz… eheueheueheue
Só sei que aquilo é uma loucura e é uma pena você poder levar apenas 300 dólares de produtos por pessoa. É espontoso a diferença de preços, principalmente nos produtos eletrônicos e de informática. Dá pra entender porque as pessoas correm risco comprando além da cota.
Por isso seria o céu morar em Foz… todo mês iria lá fazer uma comprinha…







Moro em Foz do Iguaçu há muitos anos e, por um acaso, li o artigo e os comentários.
Devo informar à blogueira que chamar "árabes" de "turcos" não é certo. Isto porque, segundo a história da humanidade, árabes e turcos são povos inimigos, habitam regiões geográficas diferentes e falam idiomas totalmente distintos.
Há mais: chamar um árabe de turco, ou vice-versa, é motivo de ofensa, tanto para um, quanto para outro.
Quanto ao comentário pejorativo do Sr. Viriato sobre Ciudad del Este, é uma pena ele pensar assim e divulgar tal idéia que, de fato, não corresponde à verdade total daquele lugar.
Sim, há muita sujeira, muitas pessoas, algumas muito maldosas que estão a espera de uma oportunidade para enganar ou prejudicar alguém. Este tipo de pessoa podemos encontrar em qualquer lugar, não é mesmo?
Toda esta situação em Ciudad del Este é consequência do número de compradores, quase sempre brasileiros, que apinham-se naquela cidade, dia após dia, em busca de mercadorias – das falsas às originais – tanto para venda, quanto para uso pessoal.
Sabem, quase consigo comparar o aspecto físico e social do centro de Ciudad del Este, ao nosso Congresso Nacional Brasileiro – sujo, cheio de pessoas, cada uma com suas intenções…
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