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Minha vizinha cagaiteira…

7, outubro, 2011 Ester Castro 9 comentários

Cagaiteira (Stenocalyx dysentericus (DC.) O. Berg.; Myrtaceae) é uma árvore do Cerrado, encontrada nos estados brasileiros de Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais e São Paulo, produz um fruto chamado cagaita. Pertence à Família Myrtaceae, a mesma da jabuticaba, goiaba, jambo, araçás e eucaliptos. A Cagaiteira floresce entre os meses de agosto e setembro e frutifica nos meses de setembro e outubro. Seu uso pode ser alimentar, medicinal e, por ser muito bonita na época de floração, também é utilizada para arborização paisagística.

Já moro há dois anos onde estou atualmente e só agora fiquei conhecendo e descobrindo que tinha uma cagaiteira bem ao lado da minha casa. Já disse outras vezes que aqui do lado tem uma reserva de cerrado mesclado com pastagens e no lote vizinho que está vago, sobrevive uma cagaiteira. Outro dia houve um incêndio que deu uma boa sapecada na coitada, mas após uma chuvinha leve depois de uma longa estiagem, ela está se impondo novamente.

Notem que o nome científico (Stenocalyx dysentericus ou Eugenia dysenterica) praticamente explica o porquê do nome popular. A fruta é uma delícia, bem suculenta e tem bem aquele sabor de cerrado que lembra um mix de outras frutas, maaaaaas tem a fama de ser um “lacto purga” natural. Nesse caso acabei apreciando com moderação por via das dúvidas hauahauahauahauahaua

Fico imaginando como deve ser uma delícia o doce dessa fruta. Afinal aqui em Goiás, de mandioca a mamão verde, tudo vira doce pra comer com queijo fresco e a gente ama!!!!

Agora à tarde tirei umas fotos! Só clicar para ampliar. :p

 

Cagaiteira

Cagaiteira solitária...

 

Cagaita

Frutos verdes amadurecendo aos poucos

Cagaita

Mais cagaita...

Cagaita

Cagaita madura. Linda né?

Cagaita

"Assassinei" a cagaita...

Cagaita

Está bem madura com polpa macia e suculenta!

E aí, gostaram da minha vizinha? :=)

Categories: Natureza, Tudo, Vida Pessoal

Lerê lerêêê lerê lerê lerêêê….

17, setembro, 2011 Ester Castro Fechado para comentários

Sabe por que o blog tá desatualizado? Tempo.
Sabe por que tô sem tempo? Trabalho, muuuuuito trabalho.

 

 

Lei Áurea my ass!! :=)

 

Categories: Tudo, Vida Pessoal

A origem do eletrocardiograma e como era feito o primeiro ECG de repouso

3, setembro, 2011 Ester Castro 7 comentários

Essa semana eu estava dando um up no meu treinamento e num livro sobre Eletrocardiografia Prática que tenho aqui, tinha a imagem de como era feito o primeiro exame de eletrocardiograma (ou ECG) no início do século passado. Fiquei curiosa e fui fuçar mais na internet a respeito.

Mas antes,  pra quem pegou o bonde andando, eu contei aqui no início do ano que me tornei técnica em eletrocardiograma, ou seja, faço a parte prática realizando os exames para que o médico, no caso meu marido, possa fazer a leitura e o laudo.

Continuando, googlei e achei um monte de coisa sobre a origem do eletrocardiograma, inclusive a tal imagem. Achei que seria massa postar aqui. :)

A história do eletrocardiograma (ECG) remonta ao século XIX. Acredita-se que o primeiro registro de eletrocardiograma em humanos tenha sido realizado em 1872, por Alexander Muirhead (1848-1920), engenheiro elétrico escocês especializado em telegrafia sem fio, enquanto estudava para seu doutorado em Eletricidade, em colaboração com o fisiologista britânico John Burdon Sanderson. Depois disso, o primeiro a se dedicar sistematicamente ao estudo da atividade elétrica do coração foi Augustus Waller, em Londres. Mas o grande avanço veio quando Willem Einthoven (1860-1927), médico e fisiologista holandês, inventou um sistema mais sensível e prático para registrar a atividade elétrica cardíaca. Em 1895, Einthoven distinguiu 5 deflexões no traçado de ECG, denominando-as por letras (P, Q, R, S, T) que foram consagradas e são utilizadas até hoje. Einthoven posteriormente também descreveu características eletrocardiográficas de diversas doenças cardíacas. “Por sua descoberta do mecanismo do eletrocardiograma”, Einthoven recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1924.

 

Só pra completar, existiram vários precursores da eletrofisiologia no decorrer do século XIX. O primeiro protótipo de eletrocardiógrafo propriamente dito foi inventado pelo fisiologista britânico Augustus D. Waller em 1887, mas o pai da eletrocardiografia mesmo é o médico e fisiologista holandês Willem Einthoven, uma vez que aperfeiçou a técnica com o invento de um galvanômetro de corda em 1903 que possibilitou registros fiéis com uma padronização usada nos dias atuais. Sua atribuição das letras P, Q, R, S e T para as várias deflexões, ou seja, as letras que identificam a sequência dos estímulos elétricos do coração, são usadas até hoje. Aliás, a escolha de tais letras permanece uma incógnita.

Primeiro eletrocardiograma
Eletrocardiógrafo construído pela Cambridge Scientific Instrument of London, 1911.
Créditos imagem: Wikipedia

Agora notem o tamanho da traquitana usada pra fazer os primeiros eletrocardiogramas no início do século XX. Vejam que o paciente tinha que ficar com as mãos e um dos pés imersos na salmoura. Segundo consta, esse procedimento fazia a vez dos eletrodos auto-adesivos ou ventosas atualmente posicionadas no tórax e ligados por cabos ao eletrocardiógrafo.

Mas o que outrora parecia engraçado se tornou um grande passo dentro da medicina. O ECG é um exame preliminar que pode detectar quase todos os problemas cardíacos em menos de cinco minutos! Quer dizer, esse é o tempo de um ECG digital, cada vez mais comum hoje, mas ainda existem locais que utilizam um antecessor analógico que registra o exame em uma fita quilométrica que pode levar de 10 a 15 minutos pra ser feito.
De qualquer forma o que importa é o benefício deste invento e só nos resta fazer uma ode à quem incansavelmente esteve a frente dos estudos e das pesquisas para torná-lo possível. Ah sim e uma ode também à evolução tecnológica que possibilita o seu aperfeiçoamento.

 

ECG digital
Imagem Ilustrativa
Créditos: Fala Rio das Ostras

Bom, mas mudando de pato pra ganso, como eu ainda não tirei nenhuma foto do meu ambiente de trabalho, por coincidência achei a foto acima (apesar de loira, não sou eu!) que traduz bem o que eu faço e que mostra como é feito hoje o ECG de repouso digital.
A técnica acima está usando o programa Wincardio, já eu gosto de usar o ErgoPC, um programa que faz tanto o ECG como o ECG de esforço, vulgo teste ergométrico.

Os pacientes são encaminhados até mim quase sempre com o pedido de exame, faço o cadastro no programa, preparo o paciente posicionando os eletrodos no peito e as pinças no braços e pernas (gel ou álcool são imprescindíveis), faço a conexão dos cabos que vão mandar a informação dos estímulos elétricos para o computador, se está tudo ok sem nenhuma interferência, faço o registro e mando imprimir. Simples assim. Essa é minha rotina de trabalho, também toda trabalhada no jaleco branco e amando muito o que eu faço.

É claro que vez ou outra pego pacientes que acabam me deixando deprimida como foi o caso de um bebê de UM MÊS que precisava de um ECG pra risco cirúrgico porque ia fazer uma cirurgia cardíaca. Era um anjinho com o peito tão pequeno onde mal cabiam os eletrodos e que havia nascido com um problema de válvula. Sendo eu mãe, era impossível não me consternar.

Mas também há momentos gratificantes. Fiz um ECG num senhorzinho de 94 anos que eu jurava não ter mais do que 60 e mais, que AINDA DIRIGE!!! Quando perguntei a data de nascimento para efetuar o cadastro, me disse claramente sem hesitar (já teve gente de 50 que precisou pegar a ID porque não tinha certeza do ano) numa lucidez e vivacidade invejáveis. Perguntei à ele qual era o segredo de uma longividade tão feliz e ele disse que era ter o coração limpo de todo e qualquer sentimento ruim e saber ouvir. Marejei os olhos.
Claro que o fato dele nunca ter fumado e nem beber, passou a ser só um detalhe. :D

See ya!!

Fontes e leituras complementares: Cardiologia Sem Fronteiras, Wikipedia, ECG Library, História da Medicina, Health in Hand

Explicando minha ausência: São Paulo!

4, agosto, 2011 Ester Castro 4 comentários

Queridoooooosss!!
Fiquei alguns dias ausente por conta de uma pequena viagem à Sampa city. Cheguei no início da semana, mas só agora sobrou um tempinho pra contar pra vocês como foi meu passeio. E depois pra variar, o blog estava caindo toda hora nos últimos dias e hoje ficou fora do ar o dia TODO protelando ainda mais as postagens! Pensa numa mulher nos cascos… É… pois é…

Mas continuando, já estive em São Paulo outras vezes, mas só de passagem. Dessa vez o maridão tinha um compromisso de trabalho, então resolvemos reservar alguns dias pra dar um giro pela megalópole e usufruir um pouco do que ela oferece.

Só que antes de prosseguir, um lembrete: GPS é VIDA!!!

Dirigir em São Paulo sem um GPS deixa qualquer um que não conhece a cidade, tão sem rumo quanto azeitona em boca de banguela. Portanto se o seu carro não tem, invista num portátil! Mas se você ainda é do tempo de quem tem boca vai à Roma, prepare-se para andar em círculos por horas pra no final sentar e chorar. É sério, a parada é sinistra! É muita cidade pra pouco senso de direção. Felizmente fomos prevenidos.

Nos hospedamos em Moema no Comfort Ibirapuera, um hotel super gostoso e bem localizado. Pudemos ir a pé até o Shopping Ibirapuera e também daria para ir andando até o Parque Ibirapuera, mas neste nem deu tempo de ir.
Uma dica é fazer as reservas através do Mala Pronta, já que é possível conseguir quartos por praticamente metade dos preços que são oferecidos no balcão do hotel, variando é claro de acordo com o período.

São Paulo

Av. Ibirapuera vista do hotel

Mas o melhor de tudo é que ao seguir a indicação de amigos de “se for comer pizza, vão na Speranza”, descobrimos que a tal pizzaria ficava em frente ao hotel, bastando atravessar a rua!! Tipo, podíamos tomar umas cajibrinas que ninguém iria pegar o volante e tampouco se preocupar com táxi. Maravilha isso!

Agora, a premiadíssima Pizzaria Speranza de Moema, que entre outros títulos possui o selo da AVPN que confere o título de “verdadeira pizza napolitana”, é de fato embasbacante. Fomos por volta das 8:30 do sábado e já estava lotado. A hostess disse que teríamos que esperar meia hora até liberar uma mesa e nos deu uma espécie de cartão eletrônico que vibraria e piscaria leds avisando da vaga. Não foi nem quinze minutos e já estávamos muito bem acomodados.

Pão com linguiçaPizza MargueritaTiramissúBrindando com vinho
1-Pão com linguiça 2-Pizza Marguerita 3-Tiramissú 4-Um vinho pra brindar a noite

O cardápio era de enlouquecer qualquer glutão, mas optamos por seguir as sugestões de amigos por via das dúvidas.
Tudo bem que nada lá é barato, mas cada centavo gasto valeu a pena. Embora a casa estivesse cheia, o atendimento foi espetacular! Os garçons pareciam atender nosso chamado pela mente e não nos deixaram esperando nenhum minuto. Nossos pedidos foram trazidos quase que imediatamente. E o ambiente então, é lindo e acolhedor. AMEI o lugar!!
Claro que na saída, dei uma passada na loja ao lado que montaram pra vender principalmente os produtos feitos por eles. Como o molho da pizza foi talvez o melhor molho que já provei, acabei comprando dois vidros de molhos (o Napolitano e ao Sugo) só pra prolongar um pouquinho mais o gostinho da Speranza aqui em casa. Pena que entre as receitas dadas no site da pizzaria, estes molhos não estão inclusos. Óbvio que não entregariam o ouro né?

Também não deixamos de dar uma passada rápida no Mercado Municipal, mais pra passar vontade do que para comprar as infinitas iguarias que enchem tantos os olhos. Mesmo porque o carro já estava lotado, então nem daria pra levar muita coisa.

Sanduíche de mortadela

Um dos muitos sanduíches de mortadela servidos no Mercado Municipal

Pelo menos um sanduba de mortadela, não o mais famoso, mas um dos inúmeros que são servidos no Mercado, não deixamos passar. Vai ser gostoso assim lá em casa!
Bom, e como eu estive lá há uns quatro anos e fotografei várias bancas na época, não fiz muitas fotos de lá desta vez. Quem quiser conferir meu Flickr, as fotos da primeira ida ao Mercado, estão lá! ;)

Família Castro no Zoo

Com a família no Zoológico de São Paulo

O último programa que fizemos no domingo à tarde, foi conhecer o Zoológico. Notem que esta que vos escreve está prestes a ter um Tyrion Lannister feelings em meio aos homens de sua vida. Bendita fruta… anã… hauahauahaua

O lugar é lindo e foi uma tarde perfeita! Só que eu (sempre tenho dessas coisas) acabo sentindo um mix de euforia com pesar toda vez que visito um zoológico. Acho tudo muito lindo, mas não dá pra não sentir pena de animais enclausurados, mesmo que estejam sendo bem cuidados em habitats respectivamente reproduzidos.
De qualquer forma as crianças, principalmente o caçula que nunca tinha ido à um zoo, adoraram o passeio!

Maaaas, porém, contudo, todavia, o crème de la crème dessa ida à São Paulo, foi conhecer o IMAX!!! Só que isso merece um post à parte, portanto aguardem as próximas cenas!! :=)

PS: Essa babação de ovo toda não foi patrocinada. Apenas estou dividindo opinião!

Ode ao caçula…

1, junho, 2011 Ester Castro Fechado para comentários

Quando eu fui mãe pela primeira vez, pensei e até cheguei a ficar com medo de não “ter amor de sobra” para os próximos filhos. Sabe aquele receio de não saber se vai conseguir amar um segundo ou terceiro filho tanto quanto ama o primeiro? Aquela neura boba, como se o amor fosse finito, sabe?

Pois é. Mas a gente ama igual. Pude comprovar isso sendo mãe ao cubo. A gente ama sim cada um com a mesma intensidade, o mesmo zelo, o mesmo cuidado e egoísmo materno.
Só tem uma coisa que difere: afinidade. Você ama seus filhos da mesma forma, mas por alguma razão possui maior afinidade com um ou com outro. Isso não é amar menos e nem gostar mais, apenas se identificar com as semelhanças ou com temperamentos diferentes. Nada mais natural, nada mais comum. Cada um, embora sejam criados da mesma forma, possuem sua própria identidade e manifestam personalidades diferentes fazendo com que sejam únicos.

Cartinhas de amor

 

Meus filhos são minha vida e todos os três me trarão as alegrias, os medos e as angústias diárias enquanto eu viver. O mais difícil é aceitar que quanto mais crescem, mais distantes eles estarão ao seguir o curso natural da vida: nascer, crescer e ganhar o mundo.

Já estou me preparando para o “bater das asas” dos dois mais velhos, mas ainda tenho meu “rapinha de tacho” para tornar essa inevitável abnegação um pouco menos dolorosa.
Nicholas que já rendeu post aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, é a alegria da casa e muito amado por todos, especialmente pelos irmãos. Mas o que ele está me saindo mesmo é um tremendo de um mala conquistador. Tão pirralho no auge dos seus 6 anos e já sabe como derreter corações hauahauahauahaua

Desde pequeno ele sempre foi muito próximo a mim, tão próximo que meu marido chegou a pensar que ele pudesse estar desenvolvendo Complexo de Édipo. Nunca acreditei nisso. Ele apenas mostra um perfil mais romântico e se sente realmente incomodado quando alguma travessura dele possa me deixar chateada. Então ele mais que depressa tenta reverter o feito para que como ele mesmo diz, eu fique feliz com ele.
Já perdi a conta de quantas flores recebi dele e quantos “amo você” ou “te amo mamãe” ele já me disse. Agora que ele está alfabetizado então, traz uma “carta de amor” quase todos os dias. Tô guardando tudo numa pasta para um dia mostrar à ele quando estiver barbado e quiçá chorarmos juntos com tão boas lembranças.

Eu e Nicholas

Apesar de todo caçula ter estereótipo de mimado e caprichoso, Nicholas está longe de ser assim. Possui uma alma boa. Nunca foi egoísta com seus brinquedos e sempre que ganha guloseimas, lembra que tem que levar um pouco a mais para dividir com seus colegas aqui da rua. Uma criança especial que ao invés de aprender, ensina.

Mas além de filho amoroso, Nicholas representa um adiamento dos inevitáveis tempos de solidão que mais cedo ou mais tarde acometem as famílias. Quando os irmãos já estiverem fora de casa seguindo seus rumos, ainda terei um filho para chamar de meu, pelo menos por um pequeno tempo a mais…

Sábio foi aquele que disse que não criamos filhos para nós, mas para o mundo. Só lamento que esse mesmo sábio não tenha ensinado a lidar com esse desapego.

 

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