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O dia em que eu salvei um tamanduá!

19, março, 2012 Ester Castro 2 comentários
Abraço de tamanduá

Imagem: reprodução

Pra quem ainda não sabe, pego a estrada pelo menos três manhãs por semana. Tabalho junto com meu marido que é cardiologista e ele atende pela rede pública nesse período em duas cidades vizinhas.

Hoje pela manhã indo pela GO-330, a poucos quilômetros do destino, nos deparamos com um tamanduá no meio da estrada. Não tenho certeza se era um tamanduá-mirim ou um filhote de tamanduá-bandeira, mas o fato é que ele devia ser pouco maior que um quati.

A sorte é que ele estava bem na linha que divide a pista, do contrário talvez não fosse possível desviar dele. Mais que depressa pedi ao meu marido pra parar o carro pois eu queria dar um jeito de tirar o bichinho da estrada. Seria atropelado em dois tempos se permanecesse ali.
Infelizmente a mortalidade de animais silvestres nas rodovias que cortam o cerrado é grande e preocupante. Já perdi a conta de quantos tamanduás, jaratatacas, tatus e várias outras espécies já encontrei mortos no acostamento. É de fazer dó.

Desci do carro e fui em direção a ele com a intenção de espantá-lo em direção ao mato. Pra minha surpresa ele ficou em pé e de braços abertos como se quisesse um abraço de bom dia hauahauahauahaua Mas é claro que aquilo foi seu instinto de defesa se manifestando. É a forma que ele tem de intimidar quem lhe oferece perigo.
Recuei alguns passos para que ele baixasse a guarda e continuasse a caminhar. Nisso eu estava ali aflita com medo de algum carro aparecer. A parte boa é que antes das oito da manhã, aquele trecho de rodovia estadual fica bem tranquilo e quase vazio.
Fiquei ali atenta esperando ele caminhar com sua paciência mastodôntica até a mata, pronta pra gesticular feito um boneco de posto movido a vento para qualquer carro que aparecesse. Precisava garantir a sua segurança.

Quando ele já estava no acostamento corri para o carro pra pegar o celular pra fotografar, mas quando voltei, ele já tinha sumido no meio do capim alto… vivo e livre!
Não consegui fotografar o ilustre pedestre, mas senti um alívio por ter feito algo, ainda que ínfimo, para proteger um dos animais mais vulneráveis do meu Goiás amado.

Esse alívio durou apenas até alguns metros adiante, quando ao seguir nosso rumo, nos deparamos com um (mais um…) tamanduá-bandeira (seria a mãe?) enorme morto por atropelamento.
Foi frustrante. Salvei um animal hoje que possivelmente terá o mesmo fim amanhã… :((

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Viagem: cuidado onde vai ficar!!

22, fevereiro, 2012 Ester Castro 2 comentários

O Carnaval acabou. Muita gente pegou a estrada e garantiu estadia no lugar planejado sem maiores problemas.

Mas e quem resolveu dar uma de esperto pra economizar hotel ou aluguel de temporada? Contou com um cafofo “DA HORA” e “DE GRÁTIS” emprestado do amigo do amigo do cunhado do padrasto da vizinha??? Aí chegou lá, morreu e reencarnou 5 vezes de tanto arrependimento???

Pois é. Acreditem ou não já passei por experiência similar. Não era Carnaval, apenas uma viagem que “planejamos” para conhecer o Rio Grande do Norte. Fomos em três casais, a babá e uma penca de filhos.
Hotel iria ficar um absurdo de caro para essa turma toda. A solução foi pensar e uma casa por temporada. Cheguei a olhar vários anúncios de Natal e guardei o contato de uma casa grande e ótima, porém um pouco onerosa.

Maaaaaaas, meu sobrinho (lembra disso Marquim??? hahahaha) lembrara que um amigo de seu pai tinha uma casa em um condomínio na beira da praia, que além de nos ceder “DE GRÁTIS”, acomodaria a todos com conforto e nos atenderia muito bem.
Liguei para a esposa do proprietário, afinal seria de bom tom me apresentar, me certificar de que a casa estaria mesmo livre naquele período e claro, ter certeza de que não estaríamos sendo intrusos. Ela se mostrou pronta a servir e disse que iríamos adorar o lugar, afinal a casa era grande e a poucos passos da praia, tinha piscina, tinha um caseiro para nos atender no que precisássemos, tinha colchões, travesseiros (só precisaríamos levar roupas de cama), a cozinha era toda equipada, enfim, completa! Não deixou dúvidas: aceitamos a casa.


Emoção e expectativa ao aceitar a casa…

Nosso voo atrasou e chegamos à noite em Natal. Os dois carros alugados previamente já estavam nos esperando. Seguimos rumo ao local combinado. Andamos tanto que achei que estávamos voltando pra Goiás… hahahahaha
A estrada foi afunilando e “costuramos” entre alguns becos com ruas de areia. Estava escuro, mas foi o suficiente pra perceber que a casa menos provável era na verdade, a própria. Rústica como uma casa grega, havia cheiro de mofo pra todo lado, os “colchões” eram densidade 5, os travesseiros foram disputados em sorteio, o banho era frio, a “piscina” era um tanque de um metro e meio de diâmetro feito no cimento e a praia era isolada de TUDO e CHEIA de pedras.
Como estávamos cansados demais, nos acomodamos de qualquer jeito só pra passar a noite e de total e comum acordo, voltamos para a cidade ao amanhecer atrás de outro lugar pra ficar. É claro que ligamos para agradecer e demos uma desculpa qualquer para seguir adiante.

Acabou que conseguimos ficar na casa em Ponta Negra que eu havia olhado antes, esta sim correspondendo tal e qual com a descrição do anúncio e das fotos.

Fica aí a dica para futuras viagens. Emprestar o local de ficar, apenas se você já conhece. Do contrário, não abra mão do aluguel para temporada pra não ter surpresas, péssimas surpresas, diga-se de passagem… ;)

Publieditorial

Então é 40…

12, fevereiro, 2012 Ester Castro 3 comentários

 

Então queridos, hoje saí dos inta e entrei nos enta. Depois de ter passado um dia delicioso entre família e amigos, cheguei exausta, mas não podia deixar de fazer o registro aqui.

Queria ter gravado um vídeo dizendo algumas coisas, mas tal qual tudo que planejo ultimamente, acabei deixando morrer na praia pra variar.
De qualquer forma não tive tempo porque passei o dia fora. Meu pai celebrou hoje os seus 65 anos que faz no próximo dia 14, então eu meio que peguei carona na festança e minha mãe “fez o favor” de colocar um 40 ao lado das velas dele, vê se pode! As cerejas do bolo choraram sangue hauahauahauahauahauahau

Eu sei que já estou em contagem regressiva há dez anos (sabia que começamos a envelhecer aos 30?) e agora sigo contando. Mais uma década e estarei fazendo meio século de vida!!! Por mais assustador que isso possa parecer, principalmente para nós mulheres que geralmente brigamos com o tempo, estarei feliz se conseguir chegar bem (eu falo de saúde) até lá assim como cheguei até aqui.

Que venham os próximos anos, sem deixar é claro, de mandar um hadouken nos radicais livres pra tentar chegar lá com mais “dignidade”  né? hauahauahauahaua

Super beijo pra vocês e aos queridos que deixaram suas mensagens no Facebook! Obrigada pelo carinho. ;)

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Natal não tão feliz…

25, dezembro, 2011 Ester Castro 5 comentários

Salvo o período da minha infância em que o Natal sempre foi uma data muito esperada e comemorada a despeito de toda dificuldade e precariedade que tínhamos na época, hoje me deprime. Até nos reunimos todos os anos, mas a magia de outrora fomentada pelo olhar da criança que fui, há muito não existe mais…

E este Natal teve a triste aura selada pela perda de uma pessoa muito querida. Minha sogra, que nada tinha de sogra, desencarnou no último dia 21 e deixou um grande hiato. A ceia que estava programada e reuniria toda família, não aconteceu. Ninguém estava com clima para isso e cada um foi para um lado.
Eu, marido e filhos ficamos em casa, pedimos pizza que demorou uma eternidade pra chegar e chegou fria, mas ninguém se atreveu a reclamar. Assim foi nossa ceia. Aninhados na sala, comendo pizza com a mão e vendo filme até o sono chegar.

Amanhã é outro dia. A vida continua sempre nos fazendo esbarrar nas lembranças, afinal a nostalgia também é alimento da alma.

Em tempo…

Mimos da Globo

Não posso deixar de agradecer os mimos que o Departamento de Mídias Sociais da Rede Globo me enviou. Um cartão de Natal super simpático que pisca o topo da árvore ao abrí-lo, um DVD duplo que comemora os 10 anos da A Grande Família e um chaveiro lindo que já foi direto pra minha chave do carro. Adorei!!

See ya!!

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Guess what??

21, novembro, 2011 Ester Castro 7 comentários

Sal grossoTudo acontecendo ao mesmo tempo e agora.

Nosso carro teve uma pane geral, ficou dias na oficina e de lá não voltou mais. Foi só a garantia de 3 anos da Ford expirar, que os problemas começaram a surgir. Depois de indas e vindas, a pé ou usando carro emprestado, a solução foi desfalcar a poupança e comprar outro carro, dessa vez um de 5 anos de garantia, que ainda não chegou.

Mas isso foi pouco. O proprietário da casa onde moramos há dois anos também pediu o imóvel. Temos até o dia 30 pra sair e ainda não conseguimos outra casa. Cogitamos até colocar a corda no pescoço e financiar uma casa, transformando então o aluguel que continuaríamos a pagar, em parcelas de amortização. Mas Catalão City subiu no salto e acha que virou Dubai. Os preços tanto de aluguéis como de imóveis mesmo daqueles bem mahomenos, fogem da realidade e do bom senso imobiliário. Então é melhor deixar a bolha estourar…

Aí, já entrando em Joseph Climber feelings, vem meu filho nº 2 de 12 anos que arranjou uma catapora. O bichinho tá de fazer dó parecendo uma framboesa gigante. E guess what? Eu nunca tive catapora. Nem meu primogênito de 16, nem meu caçula de 7. Vacina? A rede pública não recebe vacinas contra varicela, portanto quem quiser se prevenir tem que “urrar” em no mínimo 150 reais a dose na rede privada de saúde.  Não teve outro jeito. Nós três provavelmente já estamos condenados, mas adquirir a vacina deu a esperança de pelo menos minimizar os efeitos da doença. O caçula já tá começando a queixar dos mesmos sintomas iniciais que o irmão teve. Portanto, já me preparando para a minha via crúcis…

É isso meus queridos. Dia 30 está quase aí e não sei pra onde vou, o carro emprestado não tem seguro e pra fechar, uma doença baixando em “escala de produção”…

Tem sal grosso delivery? Acho que duas toneladas já dá para o começo. :((

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