FIFA – Replay, não. Tapete e vassoura, sim.
Qualquer ser vivo que estiver acompanhando a Copa do Mundo 2010, percebe que em termos gerais a arbitragem, salvo algumas exceções, vem se mostrando ridícula.
Inúmeros foram os casos isolados em que a arbitragem prejudicou ou beneficiou uma equipe por péssima atuação até então. O Brasil também tá no bolo naquele gol com a dupla ajeitada de braço do Luis Fabiano contra a Costa do Marfim.
O último lance de duplo erro gritante aconteceu ontem, primeiro no caso da Inglaterra que não teve seu gol evidente e escancarado contra a Alemanha validado e segundo, o gol da Argentina contra o México, estando Tevez totalmente impedido.
No caso do impedimento de Tevez, a situação foi ainda mais vergonhosa, uma vez que o telão do Soccer City exibiu o replay do lance deixando claro e exposto o impedimento. O bandeirinha chama o árbitro pra comentar o caso e ele decide ignorar.
Não obstante a má conduta do juiz, a FIFA , “idônea” que é, entende por bem voltar a frisar a proibição do replay de lances “duvidosos” nos estádios. Não deveria ser o contrário? Exibir o replay sob vários ângulos como coadjuvante no entendimento da arbitragem para evitar e esclarecer lances duvidosos? A tecnologia a nosso serviço e ela é simplesmente preterida. Se alguém entender a lógica disso, me explique por favor. Tá difícil.
Pra que servem as trinta e tantas câmeras espalhadas pelos estádios mesmo? Penso que seja pra dissecar a partida para que ninguém pudesse perder nenhum segundo do lance.
E não, obrigada, o flagrante do técnico alemão “fazendo um lanche” durante o jogo, eu passo.
De um lado, árbitros ruins de apito e de outro, a FIFA que prefere varrer a sujeira pra debaixo do tapete. E ainda, o que dizer dos oriundos de países bem servidos culturalmente que se destacam em sua origem pela honestidade e conduta ilibada, mas em campo enfiam isso nas cuecas ou sabe-se lá onde?
Diante disso, me pego em reflexão.
O esporte é um dos poucos e raros instrumentos de lapidação humana. Subentende-se que o esporte transforma, abre caminhos e faz um cidadão de bem.
O futebol em questão, faz a vez de escola que ensina o amor e a fidelidade à um time, que inspira sonhos, que fala a mesma língua e que faz todos iguais mesmo usando camisas diferentes.
Valores que são esquecidos ou ignorados lá fora deveriam ser preservados dentro de um estádio, para que o fio de esperança no ser humano não se torne ainda mais tênue.
Ao invés disso, nossos futuros torcedores assistem uma outra aula: a de que os fins justificam os meios; a de que a malandragem prevalece e que é bonito ser feio. Seja um vitorioso nem que pra isso tenha que pisar no calo de alguém. Se ninguém barrar, tá tudo bem.
Não me sinto confortável com isso. A ética já está virando um verbete extinto em nosso meio social e está em vias de se tornar o mico-leão-dourado do cativeiro esportivo. Pena.










