May 9th, 2009 - 5:32 PM por Ester Beatriz
Eu estava pensando sobre o que eu publicaria para o Dia das Mães quando me deparei no blog do Flávio Lamenza, com a comovente história de Cyndie French e seu filho Derek.
Pensei… o que mais poderia representar essa data do que uma mãe exercendo árdua e exaustivamente essa função?
Sim porque ser mãe não basta parir um feto. Uma vez agraciada pelo dom da maternidade a mulher não vive mais a sua vida, vive a de seu filho. Ela não consegue mais sair de casa para um simples jantar sem deixar 80% dos seus pensamentos voltados à criança – Será que jantou direitinho? Será que já dormiu? Será está bem agasalhado? Será que deu trabalho para a vovó, babá ou vizinha?
Sem falar que um simples resfriado ou febre que deixa o filho entregue deixa a mãe entregue também.
Dá esse dodói pra mamãe, dá? … Digo isso aos meus filhos até hoje.
Enquanto mãe, sentimos o impulso voluntário de demonstrar proteção total e desejamos que houvesse uma maneira de que essa proteção gerasse de fato uma imunidade contra todo e qualquer mal ou perigo.
É assim que vejo e sinto a maternidade. A gente quer ter a dor que o filho sente, os cortes e machucados angariados nas brincadeiras e por aí vai…., mas o mais importante, a gente nunca quer viver o bastante para enterrá-lo. Pede para ir embora antes. Eu peço isso todos os dias com toda a covardia do mundo que me permito ter…
Mas voltemos ao caso de Cyndie, que foi uma mãe no sentido amplo da palavra e que viveu o drama de um de seus filhos.
Derek recebeu o diagnóstico de um neuroblastoma¹, um tipo de câncer agressivo que acomete crianças, em novembro de 2004 e lutou contra a doença até maio de 2006, falecendo três dias antes do Dia das Mães.
Esse caso foi fotografado e contado por Renee C. Byer e Cinthia Hubert intitulado A Mother’s Journey, rendendo à Renne o prêmio Pulitzer em 2007.

Fotografia de Renee C. Byer
Se você quer acompanhar a sequência das principais imagens acesse o site (não esqueça de acionar o caption para ler a descrição de cada fotografia). Todas as outras imagens e vídeos você confere aqui.
Ela permitiu a exposição pública do seu drama para que as pessoas pudessem ver o que de fato acontece dividindo com quem viveu, vive ou poderá viver o mesmo problema. Isso até a estimulou criar a fundação “O Desejo de Derek” destinada a assistir famílias que passam por situações semelhantes lhes dando desde suporte moral até suprimentos alimentícios.
Cyndie fez o seu melhor pra garantir que Derek soubesse que ela estava ali para ele com todo o amor pleno que uma mãe pode dar, tentando fazê-lo sorrir sempre que fosse possível. Emocionante!
¹ Trata-se de uma doença em que as células malignas do câncer são encontradas em determinadas partes do sistema nervoso periférico, desde a região do cérebro até coluna, tórax e abdômen, sendo mais comuns nas glândulas adrenais Mais…
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À todas as mães “Cyndies” da vida ou não, um feliz Dias das Mães!!

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