The Girl With the Dragon Tattoo é o primeiro livro da trilogia Millennium escrita pelo sueco Stieg Larsson, trilogia essa que só foi publicada após sua morte em 2004 e virou best-seller.
A tradução do original da obra é na verdade Men Who Hate Women, algo como o Homem que odeia mulheres, mas que foi rebatizado para The Girl With the Dragon Tattoo, ou A garota com tatuagem de dragão.
Segundo consta, nenhum outro livro publicado desde 2005, exceto Harry Potter e a Bíblia, vendeu mais no mundo como este, atingindo mais 30 milhões de cópias. E eu nem sequer sabia de sua existência.
Ocorre que a referida trilogia virou filme.
Vi o primeiro, The Girl With the Dragon Tattoo (2009), produção sueca na versão estendida e acreditem, o cinema estrangeiro dá aula em longa-metragem.
Como não li o livro não posso fazer comparações, mas o filme foi um dos melhores do gênero que eu vi nos últimos tempos. Crime, suspense e mistério bem dosados numa trama muito bem dirigida, construída e envolvente.
Vejam o trailer:
Não conheço a HQ que deu origem ao filme, mas A-D-O-R-E-I o hilário Kick-Ass (2010)!!
Essa coisa nerd de usar uma fantasia de super-herói e querer bancar o mesmo na vida real só pode mesmo render boas gargalhadas.
Totalmente politicamente incorreto uma vez que mistura criança com armas, como é o caso da mega fofa heroína mirim Hit-Girl (Chloe Moretz), but who cares? Aliás, as cenas com ela são as melhores do filme. Essa mistura bem construída de ação, humor e non sense fazem valer tudo. Kick-Ass é deliciosamente divertido. Recomendo com afinco.
Título em português: Kick-Ass – Quebrando Tudo Trailer
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Remember Me (2010) é um drama romântico bem interessante.
O lindinho Robert Pattinson, dessa vez sem olhos vermelhos e caninos proeminentes, protagoniza um cara cheio de conflitos internos que apesar de se mostrar rebelde, defende o amor e o zelo fraterno. Ele não dá a mínima pra si mesmo, mas se importa com os outros.
E de um jeito torto vive uma história de amor fofa, “resolve” a vida das pessoas que ama e deixa um recado bacana numa citação de Gandhi que diz assim: “o que quer que você faça na vida, será insignificante, mas é importante que seja feito”. Profundo, não?
Gostei do filme. Lindo e triste…
Título em português: Lembranças Trailer
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Qualquer semelhança com o ótimo The Road não é mera coincidência. Foi uma cópia de “pano de fundo” descarada eu diria, mas Denzel Washington, todo lindo e sexy (sim, eu realmente acho isso dele) como um badass, já vale o filme. The Book of Eli (2010) na verdade abre uma precedente à reflexão. Seria a Bíblia, mesmo havendo apenas um exemplar dela em todo mundo, capaz de incitar a discórdia, a ambição ou a guerra, ou seria ela realmente a única salvação da humanidade ou do que resta dela? Durmam com esse barulho.
Apesar do elenco que também inclui Gary Oldman e Jennifer Beals que por incrível que pareça eu não via desde Flashdance, é um filme bacaninha, mas nada além disso.
Título em português: O Livro de Eli Trailer
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Quando eu vi o trailer desse filme pela primeira vez, fiquei animada. Típico trailer que soube vender o peixe. Só que o peixe tava estragado.
Pensa num filme ruim com força. É Ninja Assassin (2009). Pensa numa tentativa barata de imitar Quentin Tarantino. Bingo!
Até mesmo pra fazer filme de ninjas e lutas marciais é preciso usar critérios, lógica e bom senso. Cenas “mentirosas” existem em todo filme de luta e ação, mas precisa ser uma mentira convincente. Sangue jorrando feito um gêiser em toda e qualquer reladinha, ninguém merece. Ninja Assassin tem um roteiro pobre, um elenco B, cenas ruins e gratuitas. Trash no último. Odiei.
Se for só pra ver o ninja gatinho (Rain), prefiro ele no delicioso seriado coreano Full House. Esse sim vale a pena.
Título em português: Ninja Assassino Trailer
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Nota: Com relação as dicas dos filmes, quero deixar claro que não é tentativa de resenha, não vou colocar ficha técnica (já deixo link direto para o IMDb) e nem pretendo fazer spoiler. São recomendações simples que carregam a minha visão e opinião diante dos mesmos e que passo adiante como se falasse à amigos.
Eu já havia “cantado essa pedra” quando falei aqui sobre o jogo há algum tempo atrás. Heavy Rain, título exclusivo do PS3, realmente se destaca muito mais pela história do que pelo jogo em si e transformá-lo em filme, se bem produzido e dirigido, pode ser sim uma excelente ideia.
Os produtores Bob Shaye e Michael Lynne, da Unique Features adquiriram o direito de fazer a adaptação. Parece que a sede foi tanta que não quiseram esperar o aval da parceira nas negociações Warner Bross, e decidiram tirar a groja do próprio bolso para comprar os direitos em caráter de produção independente. Mas é bem provável que o acordo entre ambos ainda seja oficializado.
Bob e Michael, fundadores e ex-executivos da New Line Cinema (agora pertencente a Warner Bross), mega estúdio que foi responsável pela trilogia de Senhor dos Anéis, Seven entre outros, deveriam estar mesmo com o feeling aguçado para perceber o potencial do game para um longa-metragem.
Repito, o enredo é excepcional. Mas sempre fica aquele medo duvidoso disso funcionar ou não.
O IMDb já reservou uma página para o filme anunciando-o para 2012. É esperar pra ver.
O argentino El Secreto de Sus Ojos (2009) foi o vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010.
É mais um ponto a favor de nossos hermanos, mas com todo o direito e mérito que lhes cabem. E não é porque fala de amor, paixão, histórias mal resolvidas e justiça, mas pelo modo como é contado.
De uma edição magnífica, esse drama que mescla humor involuntário com sofrimentos e angústias de uma vida, consegue arrancar de você uma mistureba de sensações que fazem valer cada minuto.
É de fato um filme estupendo que recomendo MESMO!
Assistam sem preconceito.
Título em português: O Segredo dos Seus Olhos Trailer
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Um filme de suspense e terror onde a coisa mais próxima de algo medonho e assustador é uma linda e meiga garotinha de 10 anos, pode ser uma fórmula falida, certo?
Errado. Case 39 (2009) passa a ser extremamente tenso depois que uma assistente social (Renée Zellweger) decide resgatar uma criança prestes a ser executada pelos próprios pais.
Como é possível que um pai e uma mãe possam ser tão sórdidos e isentos de amor? Qual o mistério envolvendo isso? Assistam!
Filmão!!
Título em português: Caso 39 Trailer
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O inglês The Descent (2005) saiu do fundo do baú. Mas não é porque é old que não mereça ser visto, né?
O elenco é totalmente desconhecido pra mim, porém o roteiro fez com que isso fosse um mero detalhe.
Um grupo de amigas se metendo a explorar sozinhas uma caverna misteriosa. Só isso já é ingrediente pra dar merda. Porém, mais adiante a merda recebe novos ingredientes e a coisa fica sinistra com força.
Tinha hora inclusive que não dava pra evitar um berro tipo Ô anta, pra quê tu tá se enfiando nesse buraco??
É um filme absurdamente tenso, agonizante e bem construído.
Ótimo pra levar bons sustos…
Título em português: Abismo do Medo Trailer
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Geralmente é bem difícil dar sequência num filme preservando a exata conexão e continuação entre um e o outro.
E The Descent: Part 2 (2009) conseguiu fazer isso muito bem.
Só que não demora muito pra estragarem a boa impressão do primeiro filme e mesmo com todos os elementos na mão para uma ótima continuação, os caras literalmente cagaram no roteiro.
Apesar de igualmente ter os seus momentos tensos, achei muito ruim. O desfecho então, não poderia ser mais idiota e no melhor estilo trash e nonsense.
Eu não gostei. Não mesmo.
Título em português: Abismo do Medo 2 Trailer
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Nota: Com relação às dicas dos filmes, quero deixar claro que não é tentativa de resenha, não vou colocar ficha técnica (já deixo link direto para o IMDb) e nem pretendo fazer spoiler. São recomendações simples que carregam a minha visão e opinião diante dos mesmos e que passo adiante como se falasse à amigos.
Nos momentos iniciais desse filme ocorre uma cena de ação com uma reação imediata que bem que poderia ser regra obrigatória em nosso plano terrestre. Tipo você faz aqui e paga aqui mesmo no minuto seguinte. Seria um mundo perfeito pra se viver. Harry Brown (2009) é fantástico e Michael Caine idem!
O véio sai botando ordem no seu bairro tomado pelas drogas e pela delinquência juvenil depois que “pisaram no seu calo”. Percebeu que não podia contar com polícia e embora agindo de forma politicamente incorreta, faz o que provavelmente cada um de nós faria em situações semelhantes.
É mais um filme que vale cada minuto!
Título em português: Harry Brow (hein?) Trailer
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Você escolhe um filme porque tem a assinatura de Peter Jackson, tipo WOW, é do Peter Jackson!!!
Mas o grande diretor da boga epic best saga de Senhor dos Anéis também pode errar a mão. The Lovely Bones (2009) tem um início “super bonder”, ou seja, realmente te prende pelo enredo que tinha tudo pra ser uma ótima história. Um crime misterioso, um pai (Mark Wahlberg) sedento por justiça e a alma da vítima vagando até que tudo esteja solucionado.
Mas o filme começa mesclar momentos sóbrios com momentos nonsense chegando a viajar legal na maionese na maioria das vezes. Achei que não precisava daquilo tudo e tampouco acabar como acabou.
Não é um filme totalmente ruim, mas deixa a sensação de que poderia ter sido excelente se não tivesse tanta viagem.
Título em português: Um Olhar do Paraíso Trailer
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Caramba, que filme intenso!! The Road (2009) não tem glamour, não tem pirotecnia e muito menos romantismo. Mas tem medo, frio, fome e desolação.
Imaginem vagar pela Terra devastada por ela mesma. O planeta manifestando lupus. Auto-destruição por todos os lados onde o caos e o desespero são constantes entre os poucos que restaram vivos.
Você tropeça em jóias e dinheiro em meio aos destroços e não dá a mínima porque o mínimo que você precisa são restos de comida, SE tiver sorte. Viggo Mortensen, camaleão que é e nem de longe apresentando o sex appeal de Aragorn, dá um show de atuação. O cara parece que realmente sofreu aquilo tudo sendo um pai super protetor.
Como eu disse, é um filme denso, vale a pipoca com certeza e te ensina muuuuito!
Título em português: A Estrada Trailer
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Nota: Com relação às dicas dos filmes, quero deixar claro que não é tentativa de resenha, não vou colocar ficha técnica (já deixo link direto para o IMDb) e nem pretendo fazer spoiler. São recomendações simples que carregam a minha visão e opinião diante dos mesmos e que passo adiante como se falasse à amigos.
Dessa vez essa coluna vai ser diferente. Será uma edição especial para um filme realmente especial.
Acabei de ver Hachiko: A Dog’s Story (2009) ou em português Sempre Ao Seu Lado, e vim direto para o computador, ainda inchada de tanto chorar. Fazia tempo que um filme não me fazia irromper em choro tão intenso e por várias vezes durante a trama. E não é só porque sou manteiga em chapa quente não. Certeza que o mais durão dos durões não conseguiria se segurar. Impossível não se emocionar.
Protagonizado por Richard Gere, o filme é um remake do original japonês Hachikô Monogatari produzido em 1987 que foi inspirado em uma história real. Fala sobre um cão da raça Akita de nome Hachiko ou Hachi, que viveu entre meados da década de 20 e 30 no Japão, mais precisamente em Shibuya, um bairro de Tóquio. Sua história, inclusive, também foi contada em livros.
Hachi ficou tão famoso que ganhou até uma estátua de bronze em sua homenagem, seu corpo foi empalhado e exposto no Museu de Tóquio e todos os anos no dia 08 de março, aniversário de sua morte, é realizada uma cerimônia solene em sua memória na Estação de Shibuya, palco onde tudo aconteceu.
À esquerda, Hachiko que morreu em 8 de março de 1935. À direita, uma estátua em sua memória.
Mas por que um cão foi e é tão celebrado?
Por demonstrar uma lealdade póstuma ao seu dono por quase dez anos!!!!
Parece pouco? Só assistindo o filme mesmo pra vivenciar essa história ainda que por uma ótica mais glamourosa uma vez que foram omitidas certas circunstâncias em que Hachi fora submetido. Segundo consta, esse pobre animal literalmente fez jus à máxima “vida de cão”, sofrendo todas as sortes que um cão de rua pode sofrer como sarna grave, feridas acumuladas pela brigas com outros cães, frio e perda de peso pela fome, lhe dando uma aparência ainda mais miserável.
Muito triste…
Sempre fui mais gato do que cachorro, mas a história de Hachi com certeza me fez olhar os cães de outra forma. Também fiquei curiosa a respeito da raça Akita que muitos chamam de “cão de um dono só”. Parece que a lealdade extrema é de fato uma peculiaridade da espécie, mas nunca soube de nada parecido como acontece nessa história.
Enfim, vale a pena ver, mas antes pegue lenços, ou caixas de lenços, ou um lençol mesmo. Vai precisar.