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Quer ser blogueiro?? Então se liga numa regrinha básica…

June 17th, 2008 107 comentários

Eu já andava de saco cheio com certos acontecimentos desse naipe por aqui e já que o Cardoso reiniciou a discussão sobre, aproveitei pra pegar carona.

Esse assunto já foi citado, mastigado, deglutido e ruminado por uma infinidade de blogs veteranos com o intuito de ensinar sobre a postura correta de um autêntico blogueiro.
Mas é de lascar como tem gente que não se manca e ainda anda fazendo errado. Eu não sei é preguiça ou falta de interesse em melhorar, mas o fato é que as informações estão todas aí ao alcance de todos, é só buscar por elas e fazer aula!

Com quase dois anos de blog eu estou longe de ter a bagagem de uma veterana mas fiz questão de correr atrás do bê-a-bá do blogueiro e saber o que devo fazer pra não parecer uma loser antes mesmo de começar. Não vou negar que eu tenha esmolado alguns links no início mas pude me redimir à tempo.
Me preocupei em ouvir ler o que grandes blogueiros dizem, afinal se estão à frente da cadeia bloguística, tiveram méritos pra isso e seguem normas vitais para ter um blog de sucesso.

Existem inúmeras regras que devem fazer parte da cartilha de um blogueiro, mas a que incomoda mais é essa coisa patética de mendigar troca de links ou pedir parcerias. E o que é pior – fazer esse tipo de pedido nos comentários de um post que trata de assuntos sérios como a violência, células-tronco, etc. e nem sequer tentar deixar uma opinião sobre o artigo pra despertar o interesse do dono do blog. E quando se pensa que não dá pra piorar mais, ainda vem com um “e aí parceirão” e um “fala amigão” deixando claro que nem se dão ao trabalho de perceber que quem escreve é uma mulher…
Isso para mim é o mesmo que pedir pra NUNCA entrar no blog do camarada.

Não quero passar recibo de soberba. Meu blog vai de mal à meia boca e ao que tudo indica, a maioria dos meus fiéis e queridos leitores nem são blogueiros e portanto passam direto por textos direcionados como esse. Mas o que eu aprendi e continuo aprendendo faço questão de passar adiante aos que estão começando.

Se você quer escrever um blog, independente da temática adotada, fique na sua que a sua hora chega. Apenas faça o melhor que puder pra mostrar um bom trabalho. Exercer interatividade não é mendigar troca de links, mas sim frequentar outros blogs e comentar os posts que lhe interessam. Quer mostrar que você existe? Então faça de um jeito certo e não esgote a mísera possibilidade de um outro blogueiro se interessar em visitar sua página, jogando um balde de água gelada no saco dele ao mendigar parcerias.
Respeito e notoriedade não se impõem, se conquistam.

E se você acha que se preocupar com links no blogroll de outros blogs seja algo crucial, fique você sabendo que isso não é sinônimo de aumento de tráfego. Os leitores só se tornam frequentes e assíduos se você mostrar competência e sobriedade no que faz. Do contrário, desista.

Pra finalizar, se liga antes nas aulas de blogagem abaixo, que deveriam virar livro de cabeceira para pseudoblogueiros:

10 Razões Pelas Quais Você NUNCA Vai ser Um Blogueiro e/ou Problogger de SucessoNospheratt
Como ser bacana na web: dicas para blogueiros – Luiza Voll
Linkar é diferente de trocar linksEdney Souza

Categories: Blogs, Comportamento, Opinião, Tudo

E se fosse com alguém da sua família…

June 15th, 2008 19 comentários

… o que você faria??????

Foi notícia nos jornais e na internet.
O vídeo abaixo mostra a materialização de uma covardia sem precedentes. A captura foi feita pela câmera de segurança de uma boate em Sorocaba-SP no início do mês. Nele 8 FDPs, alguns menores de idade, espancam sem pestanejar o metalúrgico Fabiano Rodrigues (23) até ele ficar desacordado e convulsionando. Mesmo desacordado um dos agressores chutava a cabeça de Fabiano e pulava sobre ela com os pés juntos. Ninguém fez nada para pra ajudar. Os seguranças da boate não lascaram uma unha pra conter o massacre. Ao saírem da boate ficaram apenas olhando.
Fabiano demorou 15 minutos para ser socorrido e está em coma desde então com traumatismo craniano e seu estado é considerado grave.
Nada, mas absolutamente nada justifica tamanha ausência de humanidade…


Colocaram música no vídeo, então quem preferir acompanhe sem som.

Motivos? Mexer com a namorada do outro? Ser negro? Não simpatizar com a cara do rapaz? Coisas desse tipo são suficientes para fomentar tanto ódio?
Que sociedade é essa? Tá tudo errado. Valores errados estão cada vez mais evidentes, a vida fazendo marginais em larga escala e o que é pior, nada acontece com eles.

Agora eu pergunto de novo: o que você faria se fosse com alguém dos seus???

Se quem viu o vídeo – que fiz questão de colocar para estimular a resposta da pergunta e tô me lixando se digam que é sensacionalismo – e não sentiu verter no seu íntimo os desejos mais sombrios contra o grupo agressor está sendo hipócrita.
Eu fiquei assustada com o que eu senti ao ver essa covardia, mesmo sendo feita contra um estranho, e fiquei mais assustada ainda com o que me deu vontade de fazer se fosse com um filho meu.

Sempre fui contra violência e quero deixar claro que não estou fazendo apologia à ela, mas tente imaginar se fosse com sua família. A coisa pesa mais ainda quando se revê o massacre em vídeo.
Acho que cometer atos tão violentos ferindo ou matando alguém que você ama, requer que contemos não só até 10 mas todos os algarismos existentes para procurar restabelecer a razão. Sempre achei e continuo achando que pagar na mesma moeda é um caminho sem volta, um círculo vicioso e é sabido que violência gera violência. Mas sou obrigada a confessar que tenho muito medo da minha reação se alguém dos meus sofresse violências desse naipe.

Estou longe de ser uma pessoa espiritualmente evoluída como Massataka Ota. O seu exemplo de superação e amor deveria ser partilhado por todos nós. Ele mesmo disse um dia que enquanto não perdoou o assassino de seu filho, não teve paz. Mas se ele pudesse ter presenciado o sujeito executar seu filho de 8 anos com dois tiros no rosto, ele teria a mesma força para perdoar??
Sabe aquela expressão “o que os olhos não vêem o coração não sente”? Pois é. Tudo acaba tomando proporções bem maiores…
Tenho medo. Que os acasos do destino não me coloquem à prova.

Notícias sobre o caso de Fabiano Rodrigues: 1, 2, 3

“Baby Jumping Festival”

June 3rd, 2008 10 comentários

Eu achei que o tal do Cheese Rolling praticado na Inglaterra, era a coisa mais imbecil em matéria de festival ou esporte ou sei lá que nome se dá pra isso, mas tem outra bizarrice que consegue superá-lo.
Trata-se do Baby Jumping, um festival de tradição religiosa ( ?) comemorado anualmente na Espanha desde 1620, para a celebração Católica do Corpus Christi.
A coisa funciona mais ou menos assim: pais idiotas deixam que seus filhos ainda bebês fiquem deitados num colchão no meio da rua, enquanto um outro idiota caracterizado de “diabo”, pula sobre as crianças. Esse ato, igualmente idiota, propõe simbolizar o “pulo do diabo” e embora não se saiba ao certo o significado desse ritual, eles acreditam que o ato de pular sobre os bebês, faz com que eles sejam limpos do pecado original, lhes assegurando proteção contra doenças e maus espíritos. O pecado e o mal seria levado embora pelo “diabo”. Aquela expressão “vá para o diabo que te carregue!” começa a fazer sentido…

O Baby Jumping é considerado um dos festivais mais perigosos do mundo. Também pudera. Se o cara pular de mau jeito pode perfeitamente matar uma criança com a força do impacto.

É muita falta de juízo e do que fazer.
Arruma um Wii pra esse povo!!! :capeta:

Clique para ver as imagens no restante do post.

LEIA MAIS…

Parto normal – eu incentivo!

May 21st, 2008 76 comentários

Ontem vendo TV, eis que passa o vídeo da lindinha da Fernanda Lima numa campanha de incentivo ao parto normal. Me amarrei. Achei lindo e necessário. Dar a luz à gêmeos por meios naturais é uma vitória e isso a faz ser ainda mais admirada.

Me identifiquei de cara com o depoimento dela, mesmo porque também posso falar com propriedade sobre o assunto. Tive 3 filhos, todos por parto normal.
Enquanto boa parte das mulheres sentem medo do método natural, eu morria de medo de ter que fazer cesária. Já perdi a conta do quanto ouvi mães dizerem que vão optar pela intervenção cirúrgica, mesmo preenchendo todos os quesitos para que haja normal, simplesmente por puro medo da dor. Isso precisa mudar. Covardia não!

O momento é traumático? Sim, claro, não vou negar. Mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Há truques para contornar isso e tirar de letra.
Quando se é mãe de primeira viagem, é natural ficar assustada e com medo. Em minha primeira experiência, quase esmaguei a mão da minha sogra a cada contração. Felizmente foram apenas 3 horas e meia de trabalho de parto. E olha que esse foi o meu tempo mais longo! :D

O segundo parto durou apenas duas horas, desde o instante que disse ao maridão “benhê, estou sentindo…tá na hora“. Eu já sabia o que estava por vir então estava bem melhor preparada. Soube que a respiração é um importante aliado no controle da dor. Ao sentir a contração vindo eu fazia a respiração cachorrinho – aquela dos soprinhos sucessivos e acelerados. Mal podia acreditar o quanto isso aliviava o incômodo da contração, que na verdade é a pior parte do parto, e não a passagem do bebê como muitas temem.
Algumas mães reivindicam o uso da anestesia pra driblar as contrações. É uma opção, mas não acho legal. Quando sentimos a contração vindo temos a certeza de que é o momento de fazer força. Estar anestesiada atrapalha um pouco esse processo, mesmo que o obstetra tome as rédias da situação e lhe oriente. Não aconselho. Parto normal é parto natural. Não é momento pra frescuras.

Já no meu terceiro filho tive que fazer certos malabarismos.
Como minha bolsa não estourou sozinha (em nenhum dos partos) tive que me fiar novamente no lance das vontades de ir ao banheiro. Vontade de fazer o nº 1, mas nada. Vontade louca de fazer o nº 2, mas também nada! Só então depois de várias idas frustradas ao banheiro, cai a ficha “poutz, é o nº 3 !!! “. Chamei meu marido, ele examinou… já estava com quase 4 cm de dilatação.
Legal. Eu morava à uns 70km da maternidade, em uma micro city (o que eu fazia lá já é outra história). Agora imagina aquelas cenas bem loucas de corridas para a maternidade. Pois é.
Meia-noite, estávamos a toda velocidade na rodovia BR 050. Não é coisa pra se orgulhar, mas whatever. As contrações estavam cada vez mais próximas, cerca de 2 minutos uma da outra… Eu, fazendo a tal respiração, segurando na “Nossa Senhora” – aquela alça que tem no teto acima da porta do carro – e tentando atender a ordem do marido pra NÃO fazer força! Chegamos ao hospital no gás. E foi no gás que já fui colocada na maca e direto pra sala de parto. Eu já estava subindo pelas paredes de vontade de fazer força, mas nem o obstetra e nem o pediatra estavam lá ainda.


Pausa para uma explanação. Quando sentimos contrações, é normal você se irritar até com o carinhoso “vai dar tudo certo” do marido. A vontade de mandar todo mundo tomar um refresco é normal. A coisa tende a piorar quando as contrações estão no ápice, você ainda não pode fazer força e tem uma enfermeira do teu lado perguntando seus dados para o preenchimento de uma ficha. Aí só sendo santa!

Mas voltando ao curso da história, numa questão de minuto, os médicos finalmente chegaram e pude então finalizar meu parto num sonoro “doutor, seguuura que aí vai muleque!!” Aí veio aquela coisinha feia mais linda do mundo que parou de chorar ao ouvir minha voz. Isso não tem preço…
E bati meu próprio recorde: 1 hora!! Imagina se eu tivesse um quarto filho? Se seguisse essa ordem, ia ser tipo assim “benhê, tá na h….nasceu!:D

O corpo humano é tão sábio, que permite as dores do parto até no momento do nascimento. Depois disso a mãe está inteira e revigorada pra cuidar do filhote. Na cesariana é o contrário. As dores vem depois do parto e a mãe tem bem menos disposição e condições pra curtir seu bebê nos primeiros dias.
Além disso, quem opta pelo parto normal corre menos risco de infecções e o corpo volta ao normal bem mais rápido, principalmente a barriga, pois como o útero não sofreu incisão, o retorno ao tamanho original é mais acelerado.
Se você planeja ser mãe e nada te impedir de dar à luz por vias normais, faça! Você saberá realmente o que é se sentir plena, poderosa e heroína. Eu incentivarei sempre!

Pra finalizar, separei esse vídeo que mostra a perfeição desse momento.

Tatuagem e piercing em menores de idade!


Menina de 2 anos e meio!

 

 


Menina de 5 anos!

 


Menina de 12 anos!

 

Foram encontradas essas imagens nesse álbum do Orkut.

Infelizmente preciso medir o que vou escrever aqui sob pena de poluir o texto. Mas estou me segurando.
Eu realmente não sei que tipo de pai ou mãe permite a vandalização de seus filhos, principalmente de crianças que quase ainda são bebês!
Depois que o indivíduo está barbado e vacinado tem todo o direito de fazer o que quiser com seu corpo. Ele estará ciente do que isso irá representar e refletir em sua vida. Mas até mesmo adultos se arrependem de ter feito alguma tatoo ou piercing, o que dizer então de uma criança que não tem o menor discernimento das consequências.

A lei que proíbe essa prática em menores é muito vaga. Enquanto de um lado diz ser permitido tatuagens entre 16 e 18 anos – não menciona nada sobre infantes talvez por concluírem ser desnecessário – desde que autorizado pelos pais, de outro lado algumas leis estaduais determinam a proibição total para menores de 18, independente da autorização do responsável.

Mas havendo disposição legal ou não, tal ato infringe o ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE em seu Art. 17:

O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.

Portanto se houver denúncia, os responsáveis responderão pelo crime de lesão corporal previsto no Art. 129 do Código Penal.

O que posso dizer é que fiquei estarrecida! :z

 

Esse fato foi levantado pela Geek Girl e estou repassando adiante.

“Achado não é roubado” – Aspectos éticos e legais

May 12th, 2008 33 comentários

Certa vez meu filho mais velho, então com 9 anos, estava numa padaria com um colega da mesma idade quando a atendente chamou-o e perguntou-lhe se umas cédulas dobradas (cerca de 15 reais) que estavam no chão eram dele. Ele disse que não, como de fato não eram mesmo. O amigo lhe deu um cutucão e o repreendeu chamando-o de otário por ter deixado passar a oportunidade de meter a mão nuns trocados extra.

Claro que isso me encheu de orgulho, porque se sob a ótica do tal amigo isso foi bancar o trouxa, para mim foi uma manifestação de caráter. Aí rolou aquele velho papo de que “achado não é roubado” e tal.

Mas afinal, achado é ou não é, roubado???

Bom… sob a terminologia jurídica, de fato não pode mesmo ser roubado uma vez que só configura roubo quando subtrai-se algo para si mediante violência ou grave ameaça (Art. 157 do Código Penal). Em outras palavras, já que o objeto do achado não está de posse de ninguém para sofrer a violência, e sim somente dando sopa por aí, não pode mesmo ter havido roubo.

Mas esse assunto está muito bem regulamentado tanto na Lei Civil como na Lei Penal e infelizmente a grande maioria das pessoas desconhecem sua teoria. Até aí nenhum problema. Ninguém é obrigado a conhecer leis, até porque só tem acesso ao conhecimento delas quem abraça a área acadêmica. Mas o que pesa realmente é que essa mesma maioria prefere se despojar de uma conduta honesta em benefício próprio. Essa atitude na maioria das vezes é praticada por uma questão de hábito que já vem de berço. A ausência total do conhecimento legal aliado ao completo desprezo da ética e do bom senso, faz com que as pessoas cresçam achando normal o ato de guardar pra si coisas encontradas. Independente de quantia ou ítem, o importante é saber que não é correto. Mas não podemos julgá-las por isso, a vida não lhes ensinou outra possibilidade.

Mas prosseguindo, o Código Civil expressa o seguinte:

Art. 1.233. Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor.
Parágrafo único. Não o conhecendo, o descobridor fará por encontrá-lo, e, se não o encontrar, entregará a coisa achada à autoridade competente.

Comentando o artigo, o objeto achado é denominado descoberta e em princípio não gera direito à coisa. Isso implica qualquer coisa como celulares, relógios, carteiras e até mesmo dinheiro que impossibilite a identificação do dono. O procedimento correto é seguir o estipulado no Parágrafo único do referido artigo. A partir daí a autoridade competente seguirá todos os procedimentos de prache como divulgação por editais ou meios de comunicação e se decorrido o prazo o legítimo dono não aparecer, o bem será vendido em leilão.
E tem mais. O Art. 1234 seguinte, prevê que aquele que devolver a descoberta, tem direito à uma recompensa de 5% sobre o valor do objeto, mais indenização por possíveis gastos com a conservação ou transporte do mesmo.
Ao devolver o que encontrou, o indivíduo estará passando dignidade adiante, terá o direito de exigir a recompensa e não estará infringindo então o seguinte artigo do Código Penal:

Art. 169 – Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza:
Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Parágrafo único – Na mesma pena incorre:
I – quem acha tesouro em prédio alheio e se apropria, no todo ou em parte, da quota a que tem direito o proprietário do prédio.
II – quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de quinze dias.

Ah tá bom, mas aqui no Brasil a lei não funciona!
Pode ser, mas ela existe. E muitas vezes talvez não funcione porque o próprio indivíduo se exime de praticá-la, sob a menor das circunstâncias.
As pessoas precisam ter consciência de que podem se dar bem, sendo corretas.
Por que cargas-d’água vou pegar pra mim algo que não seja meu? O que isso irá me acrescentar além do péssimo exemplo que estarei dando?
Aí você me diz “tá bancando a otária, porque se você não pegar, outro pega“!
Deixa pegar! Esse “outro”, além de incorrer em tudo que já citei acima, estará tirando o direito de quem perdeu “a coisa”, de voltar para encontrá-la!

Mas e quanto a questão de pegar os 15 reais? Afinal eram só alguns trocados e nem tinha como saber de quem eram? Que mal tem?
Simples. Sem generalizar, claro, mas se hoje o cidadão acha normal pegar 15, amanhã achará normal pegar 100, 1000, 5000 e no futuro achará super normal descobrir um carro perdido com a chave na ignição…e por aí vai…
Vício de conduta. Assim como o primeiro cigarro. Alguns não vão adiante. Já outros se rendem ao vício por ter predisposição à ele. Bastou dar o primeiro passo. E claro, isso vale para qualquer coisa.

No final das contas, independente de previsão legal, de quantidade ou valor do bem encontrado, o aspecto ético e moral deve prevalecer. Isso não se aprende nas leis. Sem aprende de berço.

Leitura suplementar:
Código Civil Comentado
Boletim Jurídico

Este artigo foi escrito para o Blogueiro Repórter.

Olhem por suas “Isabellas”…

April 16th, 2008 9 comentários

A história do pequeno anjo Isabella serviu de alimento tanto para a mídia sensacionalista como para veículos de comunicação impolutos. Tanto se disse, tanto se especulou e tanto se supôs diante de sua trágica e misteriosa morte.
Fomos todos tomados por indagações sobre quem teria sido tão torpe, abjeto e frio para além de tirar a vida de uma criança, fazê-la sofrer e agonizar tanto antes de seu fim. A perplexidade aumenta ainda mais quando existe a possibilidade de envolvimento do próprio pai. Motivos?? Nada, absolutamente nada explica ou justifica, independente de quem tenha sido.
Qualquer pessoa que é pai ou mãe como eu, está incapacitado de compreender tal ato, pois só quem tem filhos, é que finalmente sabe o que significa amar em toda a sua plenetude. É o único amor que é doação integral. Quem ama um filho, quer sofrer todas as suas gripes, sangrar por todos os seus ferimentos, sentir todas as suas dores e até dar a vida por ele. É o único amor que realmente faz doer o peito, porque parece que vai explodir de tão grande.
Meu filho caçula sabe disso e quando me vê com a mão no peito olhando pra ele, pergunta “mamãe, ce tá dodói de amôle??” Sim, e não vou sarar nunca!

Eu não tenho uma Isabella, mas tenho um William, um Nicholas e um Matheus… e o que dizer também de tantos Pedros, Andrés, Renatos e tantas outras Isabellas espalhadas pelo mundo… Quem teve a sorte de tê-los, que os ame e os zele.
E quem não consegue fazer isso, que não os tenha.

Categories: Comportamento, Opinião, Tudo