Se acabou o papel higiênico, use o diploma…

18.06.09 - 8:02 PM Ester Castro






Se acabou o papel higiênico, use o seu diploma...
Imagem meramente ilustrativa.

Eu poderia estar radiante pois como eu brinco de escrever em blog e se eu fizer bem feito, tenho grandes chances de ser contratada pra escrever em alguma revista ou jornal, já que ontem, por oito votos a um, STF derruba obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. Mas confesso que isso me perturbou.
Essa pendenga já se arrasta desde 2001 e só agora é que os estudantes de jornalismo terão seu curso, que não será extinto, porém equiparado por exemplo, aos cursos de culinária, moda ou costura, que permitem profissionais atuantes sem um diploma.

Imagino como se sente aquele bacharel em jornalismo que ralou a bunda durante anos numa cadeira universitária; que muitas vezes não teve tempo de comer direito porque teve um dia corrido no trabalho mas se contentava com a coxinha embatumada da lanchonete; ou ainda que deixava de tomar aquele chope com os amigos no final de semana porque precisava estudar pra prova daquele professor ferrador e de quebra economizava para completar o dinheiro da mensalidade…
Tudo isso para conquistar um diploma que vale menos que um papel higiênico usado. Eu ficaria puta se fosse comigo.

Mas eu notei que a classe se dividiu. Enquanto uns compraram a briga outros ficaram indiferentes. Alegam que é a empresa que define os parâmetros de contratação havendo exemplos de jornalistas que foram empregados sem lhes ser cobrado o diploma mesmo tendo um, enquanto há exemplos de pessoas que atuam na área de jornalismo demonstrando competência a ponto de estarem empregados sem ter curso superior.

Não é o diploma que mede a competência de um profissional, então diploma pra quê?
Pode ser, mas banalizar uma profissão que tinha quarenta anos de obrigatoriedade de certificado de conclusão e reconhecimento, agora jogados no ralo, foi desnecessário pra não dizer um lamentável retrocesso.
É mais fácil abolir um diploma do que melhorar o ensino e dar condições para que todos tenham acesso à uma faculdade, não é mesmo?
Como se o Brasil não tivesse realmente outra coisa com que se preocupar… :z

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  1. camila
    23, junho, 2009 em 18:08 | #1

    Sou jornalista.. Bom pelo menos tenho o bendito e extinto diploma. Respondendo ao comentário de Alexandre. Fazer o curso que abrange todos os meios de comunicação levaria no minimo 8 anos, nesse caso as faculdades optam fazer um resumão e dar ênfase em uma especialidade, a minha faculdade, por exemplo, pegava na mídia digital, isso é de faculdade para faculdade. E sobre sociologia, psicologia e outras logias da vida não é algo que faculdade dá para enrolar e ganhar dinheiro e sim exigências do MEC, se pegar grade de cursos de bacharel vai ver que tem as logias, se for curso tecnico nops. Quando entrei na faculdade já se discutia sobre essa coisa do diploma. Nós jornalistas formados sabemos que isso é algo das grandes mídias de comunicação do país que possuem diversos profissionais sem formação superior e do jeito que foi falado no supremo, cursos que não são quimíca, biologia medicina e outros dessa área não precisam de diploma, nesse caso qualquer um pode ser professor, advogado, psicólogo e por ai vai..

  2. 23, junho, 2009 em 10:45 | #2

    Achei interessante o texto "A gastronomia e o jornalismo" escrito pelo professor Felipe Pena, jornalista, professor da Universidade Federal Fluminense, doutor em literatura pela PUC-Rio e pós-doutor em semiologia pela Sorbonne, como ele mesmo se intitulou.

    Acho que muito do que foi tratado vale também para as demais formaturas. Bom para refletir, clique aqui para ler.

    E viva a liberdade de expressão! Abraço a todos e prometo que não serei mais chato, não insistindo mais no assunto.

  3. 23, junho, 2009 em 02:54 | #3

    Acho que o "buraco é mais embaixo". Concordo com o editorial de uma revista, que copio abaixo:

    "O Supremo Tribunal Federal varreu da legislação brasileira mais uma herança da ditadura militar: a obrigatoriedade do diploma de jornalista para quem exerce a profissão. Ao defender o fim dessa excrescência, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, disse que ela atentava contra a liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal a todos os cidadãos. "Os jornalistas são aquelas pessoas que se dedicam profissionalmente ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada", afirmou o ministro. Além de ferir o direito constitucional, já que impedia pessoas formadas apenas em outra área de manifestar seu conhecimento e pensamento por meio da atividade jornalística, a exigência teve o seu ridículo exposto por uma comparação brilhante de Gilmar Mendes: "Um excelente chef de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área".

    A obrigatoriedade do diploma foi impingida em 1969, auge do regime de exceção instalado cinco anos antes, não para melhorar o jornalismo brasileiro, mas para controlar o acesso às redações de repórteres, editores e fotógrafos que eram considerados ameaçadores aos generais. Com a redemocratização do país, a norma passou a servir de instrumento de pressão política de sindicatos sobre jornais, revistas e emissoras independentes. O fim da obrigatoriedade alinha o Brasil com as nações onde o jornalismo abriga, sem embaraços de nenhuma espécie, todos aqueles que encontraram no ambiente dos meios de comunicação a melhor maneira de dividir o que aprenderam nos campos da economia, da ciência, do direito, das artes, da moda e do esporte. Dessa forma, ganham em qualidade redações, leitores e espectadores. Poderão ganhar também as faculdades de jornalismo, que terão de rever currículos, a fim de formar alunos mais bem preparados para uma competição que se afigura mais dura."

  4. raskol
    20, junho, 2009 em 14:16 | #4

    Não tive paciência de ler todos os comentários, então não sei se o que vou dizer alguém já não disse antes. Se já foi dito, relevem.

    Primeiro de tudo, essa abolição faz algum sentido. Só pelo fato de estarmos aqui debatendo se o diploma de jornalismo deveria ou não ser abolido, já o coloca em situação de risco.

    Por que não discutimos se o diploma de medicina deveria ou não ser abolido? A resposta é simples: ninguém se arrisca a passar por uma cirurgia ou tomar remédios receitados sem a garantia de que o cirurgião ou o receitador não passou por uma faculdade de medicina antes e esteja cônscio do que está fazendo. É claro que o diploma não é garantia de um bom serviço, mas é a "palavra de honra" da universidade que o formou que tal pessoa esteja apta a realizar bem suas funções.

    O mesmo tipo de raciocínio vale para a maioria das demais profissões, em maior ou menor grau. Mas por que não vale para jornalismo? Por que é uma profissão (como mtas outras) cujo diploma não é fundamental para exercê-la. Se o jornalista acha que é tão fundamental ter o diploma pra exercer a profissão, ele deveria provar isto na prática. Na faculdade ele recebe informações para poder exercer uma função, mas se muitas pessoas que não receberam essas informações podem fazer o serviço tão bem ou melhor que ele, então não é preciso do diploma.

    O diploma é uma "garantia" (sabemos que na prática nem sempre o é) de que o indivíduo tem competencia para exercer a profissão, mas não deve ser uma garantia de emprego. Se é mesmo tão fundamental ter um diploma de jornalismo pra exercer a profissão, então com o tempo veremos que os formados em jornalismo fazem a diferença e continuarão a ser contratados pelas empresas e, da mesma forma, os que não são formados não conseguirão superar os que têm diploma e serão excluidos desse mercado. É uma espécie de darwinismo social. (Será que os que possuem diploma estão mais aptos que os que não possuem?)

    Por fim, devemos ressaltar que este tipo de decisão de abolir um diploma não é tão simples. É preciso muito cuidado! Porque muita gente que não conhece a profissão, que acha que jornalista é um mero escritor de notícias, que físico é apenas um professor e que pedagogo é gente que cuida de crianças, não vai mesmo ver utilidade alguma pra muitas profissões. A sentença deve ser tomada por especialistas muito bem preparados. Mas a verdade é que vivemos no meio de uma revolução da comunicação e o jornalista parece estar perdendo seu sentido.

  5. Al Gore
    20, junho, 2009 em 01:29 | #5

    Olha só, vamos analisar o aspecto positivo da semana! Um competente juiz aboliu a lei que proibia a comercialização do Counter-Strike?! Good news, não?! Com isto, dá pra esquecer facil essa dos jornalistas!

  6. 19, junho, 2009 em 21:48 | #6

    Da maneira como se fala, parece que o mérito da decisão do STF foi atingir diretamente a carreira dos jornalista, mas essa foi uma consequencia indireta. O mérito do julgamento foi a inconstitucionalidade de uma lei que, no entendimento da maioria dos ministros, feria a liberdade de expressão, uma cláusula pétrea da Constituição Federal brasileira.

    Claro que as consequências dessa decisão afetaram os estudantes e profissionais de jornalismo, mas a garantia dos direitos constitucionais deve estar acima de tudo em um regime democrático, embora estejamos longe disso aqui no Brasil.

    A decisão do Supremo tem um impacto tão profundo, que mesmo que os nossos "ilustres" congressistas queiram modificar a Constitucional Federal para exigir o diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista, isso não poderá ocorrer porque cláusulas pétreas não podem ser objeto de Emenda Constitucional. Ou seja, fato consumado (só se revogarem a Constituição Federal e fizerem outra).

    Não sou fã do ministro Gilmar Mendes, muito pelo contrário, seu passado recente se mostrou um tanto quanto obscuro, mas neste caso seu julgamento, ratificado pela esmagadora maioria dos Ministros do Supremo, foi juridicamente muito bem embasado. Vale lembrar que a lei que exigia o diploma era resquício do Regime Militar, regime esse marcado pela violação dos direitos dos cidadãos.

    A propósito, vocês sabiam que para ser ministro do Supremo Tribunal Federal, a instância máxima do Poder Judiciário no Brasil, não é necessário ser Advogado?

    Art. 101 da CF 88: O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

    Nada de diploma de Direito, até um "cozinheiro" pode ser Ministro do Supremo.

    Não acredito que daqui para frente as empresas de comunicação passem a contratar qualquer "Zéruela" sem diploma para compor seu quadro de jornalistas, nem passará a pagar menos a profissionais competentes.

    • alexandre cardoso
      20, junho, 2009 em 12:28 | #7

      Concordo com suas colocações, Tarcício. Desde a do Gilmar "Dantas" até a extinção do diploma de jornalista, resquício direto da Ditadura militar (ou ditabranda, de acordo com a Folha).

      O profissional de jornalista com diploma com certeza terá o diferencial frente aos outros, principalmente pela formação humana e ética (tão esquecida nas redações de hoje no nosso país).

      A outros que não queiram seguir a carreira universitária, novas diretrizes tendo em vista a formação técnica e voltada à realidade "digital" de hoje promoverão uma capacitação, se não completa, pelo menos capaz.

  7. Edilson
    19, junho, 2009 em 19:24 | #8

    Sou profissional de TI diplomado por Universidade Federal e vejo no mercado muitas pessoas atuando na área sem formação específica em TI, principalmente os mais antigos vindos de áreas das ciências Exatas. Muitos, com competência, digo. Esta falta de necessidade de um diploma, acaba fazendo com que os profissionais de TI não tenham um piso salarial da categoria e sejam bem recompensados, isto ajuda. Acho realmente que vai desestimular aos jovens fazerem faculdade de jornalismo, eles irão preferir serem atores, apresentarem a previsão do tempo e depois serem repórteres.

    Que tal retirar a necessidade de ser Bacharel em Direito, para advogar, bastando passar na prova da OAB? O que estes juízes que julgaram acham disto? Está aberta a discussão.

    • 20, junho, 2009 em 07:21 | #9

      Há um contra-senso aqui, a falta de regulamentação da profissão de TI o impediu de fazer um curso na área? Não, pelo contrário, sua vocação era tanta que o fez se dedicar ainda mais para cursar uma Universidade Federal. Acredito que o mesmo ocorrerá com os vocacionados ao jornalismo, esses, assim como você, não desistirão de seu objetivo só porque a profissão não é regulamentada.

      Você acha que uma pessoa que tenha talento para ser jornalista vai preferir ser "ator, apresentar a previsão do tempo e depois ser repórter" a fazer um curso superior em jornalismo? Se fosse assim, hoje você seria um técnico de manutenção ou um simples programador e não teria feito um curso superior em TI.

      O problema é que a maioria das pessoas pensam assim: Quero regulamentar minha profissão para expurgar os profissionais que não tenham diploma do mercado, aumentando minhas chances de emprego, e melhorar o meu salário.

      As maioria das pessoas pensam assim, mas a regulamentação não é para isso, como disse em um comentário anterior, regulariza-se uma profissão para proteger a sociedade e não um grupo de profissionais. Não se deve usar a regulamentação para fazer corporativismos. E no caso do jornalismo há uma diferença na essência da profissão, trabalha-se com a liberdade de expressão, que deve ser de livre exercício de acordo com a nossa Constituição Federal, e isso é que foi julgado pelo STF.

      Imagine se fosse necessário ter um canudo de jornalista para se manter um Blog, afinal os Blogs são de natureza jornalística, não estaríamos hoje lendo e/ou postando comentários neste site. O que a Ester estaria fazendo? Qualquer coisa, menos o exercício da sua vocação nata.

      Você sabia alguns profissionais jornalistas de canudo, corporativistas, queriam isso pois consideram os Blogs uma concorrência desleal aos profissionais formados em jornalismo? Já pensou no perigo que isso representa? Mas não os julgue, você também pensa assim.

  8. 19, junho, 2009 em 15:30 | #10

    Aí está. Tudo continuará na mesma. O diploma será referencial de experiência e dominío da profissão. Quem é o empregador que vai preferir contratar um "a-diplomado" podendo contratar um diplomado? Salvo casos de natural dom pra coisa isso não acontecerá. A única consequência negativa de fato desta decisão é que provavelmente os salários baixarão devido ao mercado.

    • 19, junho, 2009 em 17:16 | #11

      Com certeza. A famosa lei da oferta e procura. A empresa oferece pagamento X tipo, quer? não quer? tem quem quer.

  9. 19, junho, 2009 em 10:06 | #12

    Fui obrigado a vir aqui, sempre acompanho via feeds, mas neste eu precisaria parabenizá-la pelas sábias palavras.

    Realmente ficou 'feio' para quem fez ou está fazendo um curso de Comunicação Social com enfase em Jornalismo.

    Pecaram bastante em desobrigar o diploma de Jornalismo enquanto deveriam estar regularizando outros como o que estou fazendo que é Sistemas de Informação, não há um órgão competente que faça este trabalho, daí entram os autodidatas, micreiros e tomam nosso lugar, apesar de que existem os que o amigo Gleison falou acima.

    Mas o problema de Jornalismo é pior que os da área de TI pois ele deixou de ser obrigatório e nós estamos lutando para que seja, é uma total falta de respento para/com os formandos ou formados no curso.

    Lamentável essa situação.

    • 19, junho, 2009 em 11:07 | #13

      Obrigada por participar dos comentários Marcello.

      Só reitero minha opinião de que isso foi um retrocesso.

      Fiquei indignada e nem mesmo jornalista eu sou, imagina se fosse.

      • 20, junho, 2009 em 19:20 | #14

        Ah, sim! Também considero um retrocesso, e isso não é nada agradável.

        Também não gostei, tenho amigos fazendo Jornalismo, mas eles tem opiniões diferentes, um por exemplo até citou que redações de jornais, revistas, e outras mídias, irão preferir os diplomados, e isso é o que importa.

    • 19, junho, 2009 em 22:05 | #15

      Marcelo, você não está sendo corporativista? A razão da regularização de uma profissão não deve ser essa que você defende. Regulariza-se uma profissão para proteger a sociedade e não um grupo de profissionais. Leia este artigo e tire suas conclusões.

      • 20, junho, 2009 em 19:16 | #16

        Tarcísio, obrigado pela indicação do site, eis uma frase que destaquei no texto sugerido: "A SBC propõe ainda a criação de um Conselho de Profissão, de filiação não obrigatória, que seria responsável pela criação, manutenção e aplicação de um código de ética para a área." É isso que defendo, corporativismo? Nenhum!

  10. Patricia
    19, junho, 2009 em 07:46 | #17

    Concordo plenamente contigo! Como jornalista, estou revoltada.

  11. Gleison
    19, junho, 2009 em 06:09 | #18

    Cara, me sinto desmotivado da mesma forma quanto ao meu curso de Sistema de Informação na qual não temos um órgão fiscalizador para validar a entrada de profissionais no mercado permitindo assim que pessoas não formadas atuem no lugar de pessoas que ralaram pra conseguir seu diploma de nível superior.

    Diploma não conta competência de uma pessoa, mas pelo menos ajuda eliminar as incompetências existentes no mercado.

    Agora só nos resta aceitar a decisão das empresas em contratar um profissional formado e mais caro ou um martelador que pagou R$ 200,00 num curso básico (Não desmerecendo pessoas dedicadas que dão de 10 a zero em muitos formados, mas que tal essas pessoas procurarem um diploma também e começarem a valorizar nossa área).

    • 19, junho, 2009 em 06:25 | #19

      Pois então Gleison, um país que peca pela precariedade na educação endossa a não obrigatoriedade de um diploma de curso superior. Problema resolvido. Tão fácil como varrer a sujeira pra debaixo do tapete.

  12. alexandre
    18, junho, 2009 em 18:29 | #20

    Achei ótimo.

    Em primeiro lugar, o que acabou foi a obrigatoriedade do diploma.

    Em segundo lugar, empresas e outras instituições não mais ficarão reféns da imprensa golpista, ou PIG e passarão a contratar jornalistas para a redação de matérias sérias e comprometidas com a verdade.

    É uma vergonha que defendam um sistema de imprensa que, hoje em dia, deixa a ética de lado para criar factóides de cunho estritamente político e manipulador e com ínfimos e atrasados direitos de resposta.

    Vergonha mesmo é precisar de diploma para ser este tipo de profissional.

    • 19, junho, 2009 em 06:17 | #21

      Alexandre, acho que uma imprensa ruim nada tem a ver com diploma. Quem abraça uma profissão, seja diplomado ou não, tem a obrigação de fazer o melhor.

      • Alexandre Cardoso
        19, junho, 2009 em 08:58 | #22

        Olá, Ester. Vou tentar ser menos raivoso agora.

        Está na hora de parar de abraçar um diploma e abraçar a profissão. Sou publicitário e nunca me incomodei pelo fato de não me escolherem pelo meu diploma. Hoje, inclusive, ótimos publicitários, nada tem a ver com o curso de publicidade.

        Mino Carta é um exemplo de bom jornalista e não tem o diploma. Você e milhares de blogueiros fazem jornalismo todos os dias e garanto que muitos não são jornalistas.

        O fim da obrigatoriedade do diploma não é o fim do curso de jornalismo. É o fim de uma formalidade arcaica e talvez o começo de uma revisão de conteúdo nas faculdades. Muitas têm aulas de filosofia, sociologia, história da comunicação mas quase nada de jornalismo digital, mídias sociais e outros assuntos que hoje ditam as regras da profissão.

        Vocês dizem que, com o fim da obrigatoriedade do diploma, qualquer um poderá escrever numa redação de jornal, desde a tia da cozinha até o gari que está limpando a sua esquina. Eu acho o contrário. Com dinheiro e tempo para estudo, qualquer um pode fazer um curso universitário de jornalismo. Nem todos, no entanto, conseguem ser um bom profissional, ético e que domine as ferramentas de sua profissão, sendo a maior delas, a informação. São esses que terão sua vaga assegurada nas redações de jornais e de outras instituições.

        • 19, junho, 2009 em 11:01 | #23

          Alexandre eu entendo seu ponto de vista e até concordo em partes. Mas continuo achando que quer queira quer não, um diploma ainda é a prova imediata de que um indivíduo está apto para a função. Se ele é bom no que faz ou não é outra história. Vai depender de cada um e reforço minha observação de que quem abraça uma profissão tem o dever de dar o melhor de si.

          Melhorar as grades de ensino? Concordo. Era isso que precisava ser revisto e não abolir o que já foi conquistado.

          E sinceramente, acho que não haverá mais muito interesse em alguém cursar jornalismo daqui pra frente mesmo que por idealismo. Quem faz um curso superior pensa desde o primeiro dia em receber aquele "pedaço de papel" pra provar a sua conquista e ter certeza de que isso possa fazer diferença no mercado de trabalho.

          E acho q se antes com diploma o mercado já era competitivo, agora sem, será um pega pra capar. Minha opinião.

  13. 18, junho, 2009 em 17:13 | #24

    É de fato uma vergonha a situação da educação neste país, cada vez mais tendo suas asas cortadas. Realmente lamentável…

Fechado para comentários.