A ingratidão de um filho é um câncer na alma

16.07.09 - 11:38 PM Ester Castro Comente! Ler comentários






No woman, no cry Mother
Foto de alex.belyaev …………………..Foto de jhandersen

Filhos? Melhor não tê-los. Mas se não tê-los, como sabê-los?

Vinícius de Moraes

E se pudéssemos sabê-los antes de tê-los poderíamos optar por aqueles que nunca nos fariam chorar.

Isso foi insensível e cruel, Ester!!
Pode ser. Mas que tal olhar a coisa de outro ângulo.

Antes de ser mãe eu também sou filha. Reconheço que não fui uma adolescente fácil. Tinha a vantagem de não beber, não fumar e muito menos me drogar, mas quando o lance era namorar alguém que meus pais não aprovavam, o bicho pegava.
Na época eu não entendia mas hoje sendo mãe, descobri que brota nos pais um sentimento egoísta em relação aos filhos: NUNCA alguém será bom o bastante para eles.
Não que isso deva ser levado a termo afinal todos temos defeitos, mas os pais se tornam seletivos mesmo que involuntariamente.

Só que os filhos crescem e vão para o mundo. Não dá pra fugir disso. Mas também não dá pra fugir do medo que os pais tem de que todos os ensinamentos e a base familiar sólida não consigam sobreviver às influências do meio. Medo esse que quase sempre se concretiza.

Mas tudo bem. Continuando.

Você foi para o mundo? Conheceu alguém e se casou em uma semana? Pegou todo mundo de surpresa e ninguém entendeu nada? Foda-se! Todo mundo é livre pra tentar a felicidade ou quiçá ferrar com a sua própria vida como bem entender desde que seja macho o bastante para enfrentar as consequências, não é mesmo?

MAS…..indo direto ao ponto…
Não importa o caminho escolhido, se está feliz ou não, JAMAIS esqueça de onde veio.
Não aja como se tivesse nascido de chocadeira bradando aos quatro ventos que não precisa mais de pai e mãe (ainda precisando) e que chegou até onde está pelos próprios méritos. Bullshit!
Não aumente a sua gama de erros tripudiando sobre os nove meses que sua mãe passou deitada pra garantir que você nasça vivo ou dos anos de sol e chuva na cacunda do seu pai trabalhando duro para que você pudesse ter as regalias que seus irmãos mais velhos não tiveram.
Não meu querido. Não se esqueça que você é o que é, porque teve a honra de ter os pais que tem. Se você consegue o mínimo de respeito de alguém, é graças ao nome que teu pai te deu.
E se você deve alguma gratidão à alguém, é somente, única e exclusivamente à quem te criou, mesmo que você tenha se tornado um produto do meio e jogado no ralo o que você herdou de berço.
E tenha mais uma certeza. Se amanhã a vida te colocar na merda, os únicos dotados de todo o amor incondicional do mundo que irão lhe estender a mão, serão aqueles aos quais você agora tanto menospreza. Acredite, o tempo é mestre em pregar essas ironias…

Quer um conselho? Deixe a soberba de lado e volte a dar aquele abraço apertado de filho amoroso enquanto você ainda pode e não tenha medo de dizer um muito obrigado.
Esse é o lenço que sua mãe espera…
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Esse texto eu escrevi para alguém que está ocupado demais com os venenos e caprichos alheios para ler o que sua irmã escreve. Whatever

Desculpem o desabafo.









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