A frivolidade do concurso de beleza infantil
A primeira vez que ouvi falar no jornalista Luiz Carlos Prates foi através de um post do nosso guru blogosférico Alexandre Inagaki.
Fiquei fã logo de cara desse senhor famoso pela forma concisa e contundente de falar ao público no programa Jornal do Almoço exibido no canal RBS em Santa Catarina, onde é comentarista.
O jeito de descer a lenha no que não concorda me fez concluir: esse é dos meus!
Abaixo um vídeo recente em que ele comenta a questão das frivolidades de concursos de beleza infantil. Acompanhe:
Se o vídeo não carregar, clique aqui.
Sem mais. De pleno acordo em gênero, número e grau.
Dica dada pelo Becher no Twitter







nossa quero paticipa desse concurço me ajuda em ate qui fim colocou a boca no mundo para falar do sonhos de muitas garotas como eu
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Puts virei fan
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esse cara fala igualzinho uma tia minha. digo, nao o q ele ta falando, mas o jeito é o mesmo. impressionante.
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Até que ele esta calminho. Tem dias que ele amassa a folha e joga na mesa, de raiva
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Crianças não devem ser expostas nem em concursos de beleza e muito menos em shows medíocres de televisão. Maísa pode até ter talento, mas foi usada e manipulada pela televisão e pelos pais, do mesmo modo que crianças são manipuladas para os concursos de beleza (haja cabeleireiros e maquiadores).
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Nossa, eu adorei o tipo de comentário. Só não gosto de quem fala na TV gritando como o Datena e cia. As vezes vejo ótimas idéias sendo expressadas de maneiras simplesmente inadequadas, mas "quase" tudo que ele falou confere (A não ser falar da "fase de molde" de Freud, de uma floreada bonita na teoria do barbudo aí, mas é porque eu faço psicologia hauhauah). Realmente, endossar concursos de beleza infantil enquanto outras crianças que se destacam apenas pelo seu intelecto são proibidas de exercer seu talento é simplesmente ridículo. Nesse ponto ele matou a pau. ;]
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Ester Beatriz Respondeu:
August 5th, 2009 at 7:47 PM
Acho que enquanto ele estiver num jornal sério a maneira dele se expressar não corre tanto risco de ser banalizada. Não pode é fazer programa que vise a baixaria e o sensacionalismo como os que você citou…porque aí perde o efeito.
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É uma pena que o Luís Carlos Prates esteja apenas num telejornal da hora do almoço. Ele é bom demais para ficar nesta posição e ter seu público restrito aos habitantes do Sul do país.
Ele devia é ser comentarista diário do Jornal Nacional – um jornal que já teve comentários do Arnaldo Jabor e até charges, mas hoje está, no mínimo, superficial. Enquanto isso, o Jornal da Globo é o oposto de tudo aquilo e segue um modelo de maior aprofundamento, análise e comentários das notícias – e sem perder a agilidade, pois só dura uns 30 minutos. Infelizmente, nem todo mundo pode ver um jornal tão bom quanto o JG.
Pois, como sempre acontece, não convém apresentar um jornal de alta qualidade à imensa maioria da população; não convém levar a população a refletir, a discutir, a questionar e a manifestar-se política e publicamente. Acho que é por isso que, mesmo diante dos maiores escândalos políticos e econômicos nos últimos anos, não tivemos uma nova geração de caras-pintada.
Em compensação, é muito fácil incentivar protestos de torcidas de futebol e "pedir a cabeça" de treinadores e/ou jogadores (mas os cartolas são sempre intocáveis).
É lamentável – para não dizer vergonhosa – a posição comodista que a nossa imprensa vem adotando desde a queda de Collor.
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Ester Beatriz Respondeu:
August 4th, 2009 at 5:05 PM
Pode ser que ele ainda ganhe alguma projeção a nível nacional em algum canal. Quem sabe…
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Eu sempre acho que quem precisa de ajuda não são os filhos, são os pais.
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Maravilha de discurso! Até que enfim alguém pôs a boca no trombone em relação a esse assunto.
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