Alguns filmes que andei vendo e recomendo…ou não (27) – Especial
Dessa vez essa coluna vai ser diferente. Será uma edição especial para um filme realmente especial.
Acabei de ver Hachiko: A Dog’s Story (2009) ou em português Sempre Ao Seu Lado, e vim direto para o computador, ainda inchada de tanto chorar. Fazia tempo que um filme não me fazia irromper em choro tão intenso e por várias vezes durante a trama. E não é só porque sou manteiga em chapa quente não. Certeza que o mais durão dos durões não conseguiria se segurar. Impossível não se emocionar.
Protagonizado por Richard Gere, o filme é um remake do original japonês Hachikô Monogatari produzido em 1987 que foi inspirado em uma história real. Fala sobre um cão da raça Akita de nome Hachiko ou Hachi, que viveu entre meados da década de 20 e 30 no Japão, mais precisamente em Shibuya, um bairro de Tóquio. Sua história, inclusive, também foi contada em livros.
Hachi ficou tão famoso que ganhou até uma estátua de bronze em sua homenagem, seu corpo foi empalhado e exposto no Museu de Tóquio e todos os anos no dia 08 de março, aniversário de sua morte, é realizada uma cerimônia solene em sua memória na Estação de Shibuya, palco onde tudo aconteceu.

À esquerda, Hachiko que morreu em 8 de março de 1935. À direita, uma estátua em sua memória.
Mas por que um cão foi e é tão celebrado?
Por demonstrar uma lealdade póstuma ao seu dono por quase dez anos!!!!
Parece pouco? Só assistindo o filme mesmo pra vivenciar essa história ainda que por uma ótica mais glamourosa uma vez que foram omitidas certas circunstâncias em que Hachi fora submetido. Segundo consta, esse pobre animal literalmente fez jus à máxima “vida de cão”, sofrendo todas as sortes que um cão de rua pode sofrer como sarna grave, feridas acumuladas pela brigas com outros cães, frio e perda de peso pela fome, lhe dando uma aparência ainda mais miserável.
Muito triste…
Sempre fui mais gato do que cachorro, mas a história de Hachi com certeza me fez olhar os cães de outra forma. Também fiquei curiosa a respeito da raça Akita que muitos chamam de “cão de um dono só”. Parece que a lealdade extrema é de fato uma peculiaridade da espécie, mas nunca soube de nada parecido como acontece nessa história.
Enfim, vale a pena ver, mas antes pegue lenços, ou caixas de lenços, ou um lençol mesmo. Vai precisar.
Pra fechar, segue o trailer.
Veja também o vídeo com cenas do filme original.
Fonte Canil Yaruzo, Clube do Akita e Wikipedia
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